quinta-feira, 6 de junho de 2013

Naked III

Hard Rock Cafe, Amsterdam
(02/jul/2011)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vive Le Zep

(Oca Guedes, Corpus Christi 2013)

O evento para asssistir na íntegra o show “Celebration Day” do LED ZEPPELIN na O2 Arena em dez/2007 vinha sendo tentado desde janeiro, e finalmente realizou-se.

Da mesma forma que John Bonham foi substituído por Jason, o quarteto original teve uma baixa: Fabio Martinelli foi substituído por Janiene Estrella, que tem sobre o former elemento a grande vantagem de gostar de SHAKIRA.

Vasco-ncellos chegou pontualmente às 20hs trazendo dois maços de Marlboro, um dos quais foi ávida e saborosamente sorvido ao longo da noite.

Após um start-up com "Homem-Aranha" (as teias de Peter Parker e as tetas de Emma Stone em 3D), a exibição começou, dando a deixa para a chegada do casal Estrella ainda durante a apresentação da opening “Good Times, Bad Times”, com uma garrafa de champanhe (muito obrigado!) e uma cópia do CD “The Raven That Refused to Sing That Shit” do viado Steven Uílson (por nada!).


Aldo já manifestou que considera não ser necessário ver todas as músicas, mas o Senhor Estrella (que não gosta do “Ledinho”) e Janiene (que só conhecia as “músicas corriqueiras”) discordaram, e a gig foi curtida na íntegra (ou quase).

Durante boa parte tivemos a presença do Urologista Wellington, Concunhado do Anfitrião.

Vasco-ncellos se comportou como uma verdadeira Dona de Casa, cuidando das bebidas (vodka, whisky e cerveja), salgadinhos e pratos. Quando chegou a pizza do Sr. Estrella, também foi ele quem cuidou do forno e talheres, deixando o dono da casa livre para sorver OITO doses de Gray Goose.

Após a quinta dose o Anfitrião estabeleceu uma regra: “quem não come pizza escolhe as músicas”. Assim, ao término do magistral show do Ledinho, ficou à vontade para impor alguns trios de canções de METALLICA, RAMMSTEIN, U2, AC/DC, KISS (unmasked) e SHAKIRA (semi-dressed).

Movido por incontido entusiasmo (e talvez motivado pela mistura de Balla 12 com Stella), o Sr. Estrella pediu ao Sr. Guedes o CD “Houses of the Holy” de presente!!!

Ficam propostas sessões de “Sucker Punch” e “Scott Pilgrim” na mesma Arena. Só não é possível assegurar a presença do Urologista!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dagens Næringsliv


É impossível altercar com o ALDO...

O RUSH sai até mesmo em capa de jornal norueguês!!!



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

It’s only Rock’n Roll, but I like it

Por muito tempo acreditei que nossa capacidade de se apaixonar por Bandas novas ficasse restrita a determinada faxa etária – digamos, entre 15 e 25 anos de idade por exemplo. É claro que me baseava em um universo amostral bastante restrito para chegar a tal conclusão: Eu, meus Amigos, Eu, meus Parentes e Eu. Afinal, é bastante comum a afirmação que “a música atual é uma porcaria”, qualquer que seja a idade de quem faça tal comentário. Assim, se quando tinha 16 anos eu ouvia T.Rex, Genesis, Alice Cooper, Emerson Lake & Palmer e Led Zeppelin, ouvia também comentários que “antigamente é que a Música era boa”. Hoje, já um ancião quase centenário, sou eu quem profere a mesma ladainha, sempre me referindo – como todos de minha geração – ao “maravilhoso panorama musical dos anos 70”.

Acontece que ao mostrar músicas que sempre adorei para pessoas que nunca as ouviram, tento empatizar como se eu fosse tal ouvinte noviço, considerando como eu mesmo analisaria aquela música se a estivesse ouvindo pela primeira vez. O resultado é desastroso! Tente por exemplo ouvir os quase 44 minutos de “Thick As A Brick” como se não a conhecesse: é insuportável!

De vez em quando alguém me apresenta um som que gosta desde seu passado, e que eu ainda não conheço: Def Leppard, Judas Priest, etc. O Amigo está sempre entusiasmado, mas eu... acho um puta porre! Que som adolescente! E fico pensando que o cara só gosta deste som porque aprendeu a curtí-lo quando tinha seus 18 anos.

Isto justificaria o porquê de coisas como rap, funk, sertanejo e quetais conseguirem fazer sucesso atualmente, apesar de serem intragáveis. Se deve ao fato do ouvinte ter a cabeça virgem do adolescente musical, aberto para tudo, terreno em que se plantando tudo dá.

No entanto, recentemente dois fatos vieram a modificar esta minha hipótese. Primeiro foi a descoberta do RAMMSTEIN, Banda de Metal alemã com base Progressiva que me encantou e de quem vim a gostar de TODOS os discos, como se eu fosse um adolescente. Fui aos shows, comprei os vídeos, e até voltei a estudar alemão; matusalém reborn.

Mas o golpe de misericórdia na teoria foi o disco de 2012 “Tits’n Ass”, do GOLDEN EARRING. Como já aconteceu com dezenas de álbuns que vim a amar, eu o ouvi as primeiras vezes com bastante distanciamento. Foi apenas quando escutava o disco pela 6ª vez que vim a entender que se trata de Uma Verdadeira Obra Prima!!! E um raio me abriu a cabeça: não é que na adolescência nós tivéssemos a cabeça mais aberta musicalmente; ocorre que naquela época nós ouvíamos um disco diversas vezes antes de chegar a um veredicto sobre ele. Nós comprávamos discos, e os ouvíamos! Mas com o passar do Tempo e com a idade, já maduros, experientes, impacientes, reumáticos e enrijecidos, passamos a ouvir um disco novo apenas uma vez – ou ½ vez, se tanto – e então já o rotulamos, de  imediato, e em geral de forma negativa. Não nos aprofundamos, não descobrimos os detalhes, não nos envolvemos – e assim fica tudo sendo mesmo uma merda!

Somente dedicamos sete ou oito audições a um disco novo de um Banda que JÁ gostemos muito – uma daquelas que nos conquistou décadas atrás. E assim se cria o círculo vicioso: só gostamos hoje dos discos novos de quem já gostávamos antes!

Algumas sons eu demorei muito para compreender: passei quase 40 anos comprando discos e ouvindo o VAN DER GRAAF GENERATOR, para finalmente vir a me deliciar completamente com a Banda somente de 2010 para cá. É inimaginável que atualmente eu fosse dedicar 40 anos a uma Banda que eu não entenda...

Uma exceção honrosa a este tipo de comportamento é Mamãe: ela sempre ouviu e curtiu coisas novas com muito mais abertura do que eu. Foi a Miami assistir a um show “No Security” dos STONES (sem seguranças entre a platéia e a Banda); foi ao Maracanã assistir o PRINCE na Pista; e algumas outras peripécias definitivamente impublicáveis.

Ou talvez eu esteja errado: o som atual é mesmo uma titica. E mesmo com 50 anos de estrada, o GOLDEN EARRING é uma exceção fenomenal!





(ago/2012)

domingo, 18 de março de 2012

Ricota gosta de Picanha

No final dos anos 70 os muros do Rio ficaram cobertos por um grafite que proclamava: “Celacanto provoca Maremoto!”. Era grafado sempre da mesma forma, e em locais estratégicos da cidade. Foi um mistério que perdurou por muito tempo, mas cuja origem era evidente para quem assisitiu National Kid nos anos 60. Mas isto já é uma outra história.

Eles se conheceram no trabalho em São Paulo no início dos anos 90, e ficaram Amigos. Um era carioca e tinha estudado na PUC-RJ, onde a história do Celacanto era tremendamente famosa. O outro era paulista. Com o passar do tempo, o carioca notou que o paulista fazia bastante sucesso com as Mulheres, e um dia lhe perguntou qual era a causa.
- “É simples”, respondeu o Amigo. “Quando tomo banho eu não lavo bem o pau, e fica um pouco daquela sujeirinha – aquele ‘queijinho’ – em volta da cabeça do animal. E mulher adora isto, daí o meu sucesso!”

Ao ouvir tal explicação, o carioca imediatamente apelidou o don juan paulista de ‘Ricota’.

Mais alguns meses, e nova observação: o questionador observou que Ricota usualmente se fazia acompanhar por Senhoritas mais... “fornidas”, e novamente foi questionar seu Amigo.
- “É, eu gosto de carne com uma gordurinha!”, retrucou o outro. (Anos depois o questionador ouviria esta frase em outra forma: “mulher boa é aquela que enche a cama!”, aparentemente um ditado com origem nas arábias.)

Imediatamente foi cunhada a expressão “Ricota gosta de Picanha!”, que passou a ser espalhada pela Empresa onde os dois trabalhavam. Papéis com a frase no mesmo formato do “Celacanto” original apareceram por todo lado. Mas como muitos anos haviam passado, a cidade era outra e a nova frase nada tinha a ver com a original, evidentemente ninguém entendeu nada. E aquilo se tornou uma “private joke” entre os dois.



Esta lembrança é uma homenagem ao Amigo que, passadas duas décadas, continua barbarizando com as Picanhas. Pelo jeito, a ricota continua fazendo sucesso!


(mar/2012)

terça-feira, 13 de março de 2012

O Italianinho Abusado

"Visto que sou um respeitável Pai de família, utilizarei aqui um cognome: podem me chamar de "Italianinho".

No último final de semana passei uma agradabilíssima noite na companhia de um Amigo que mora em São Paulo e de seu Irmão que tinha vindo do Rio de Janeiro para um show no dia seguinte. Depois de tomar todas, me despedi já tarde da noite e desci para pegar o carro. Lá chegando, notei que havia esquecido a carteira e o celular, e retornei para apanhá-los. Toquei a campainha do apartamento e tive um choque quando a porta se abriu: meu Amigo já havia se recolhido, mas seu Irmão atendeu vestindo apenas uma cueca slip. Seu peito peludo me causou um arrepio que correu do cangote ao esfíncter, e me ocorreu que até o momento não havia me dado conta que a separação o deixou mais viril, mais másculo, mais... interessante!

A cueca não ocultava o membro volumoso, certamente avantajado em função dos recentes e constantes exercícios com as bronzeadas gatinhas cariocas, pensei eu com uma pontinha de inveja (delas).

Ele estava arrumando o sofá-cama, e candidamente me ofereci para ajudá-lo, o que ele aceitou de pronto - e até com um sorrisinho safado. Peguei uma ponta do lençol e ele pegou a outra, e o jogamos sobre o estrado. Não havia colchão, reparei, o que me fez crer que, além de se exercitar nas artes do sexo, ele também vinha flertando com as ciências iogues. A cada vez que nossos corpos se curvavam eu sentia o que para mim eram incômodas novidades: uma intumescência no pau, uma incontrolável vontade de jogá-lo de bruços sobre os lençóis mal arrumados, a carótida pulsante. Quando num descuido deliberado nossos braços se roçaram, senti a eletricidade no ar. Ele se aprumou, aproximou-se e, no exato momento em que colocava a vara para fora, o Amigo que mora em São Paulo, não sei se em busca de água ou ávido por sucos mais viscosos, chegou à sala. Notei com certa surpresa que usava um corpete de couro, e trazia um chicotinho de vinil preto, além de uma prótese lingual de Gene Simmons que ele colocava intermitentemente para fora, como uma cobra sibilante pronta para o bote.

Eu e o irmão que tinha vindo do Rio congelamos, enquanto o Amigo que mora em São Paulo começou uma dança de sensualidade exacerbada e gosto mais do que duvidoso. O cabo do chicotinho ele usava para, em movimentos lentos, circulares e penetrantes, alargar seu orifício, totalmente exposto pelo corpete que, embora fechado no períneo, era vazado no cu, além de permitir que a pica crescesse à vontade sob uma camisinha preta acoplada. À medida que o chicote sumia dentro do Amigo que mora em São Paulo, a pica plástica se inflava.

O constrangimento seguia nos paralisando, quando a porta principal se abriu, de sopetão. A esposa do Amigo que mora em São Paulo chegava do passeio noturno com seu cão galgo. Atônito, o irmão que tinha vindo do Rio tentou se explicar, mas só o que se ouvia eram balbucios. O cão, se excitou, e a esposa ainda teve tempo de se lembrar que deveria levá-lo logo para ser castrado antes de desmaiar. O Amigo que mora em São Paulo correu para acudi-la, e tentava reanimá-la, de bruços, quando o galgo montou em seu cangote e introduziu sua fina, longa e rosada benga no lasseado buraco do marido de sua dona.

Foi quando o black-out ocorreu, e dali pra frente, só posso afirmar que as coisas ficaram muito, muito confusas."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Turn Around

Guia para compreender "Total Eclipse of the Heart", da Bonnie Tyler.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Velvet Goldmine

(01/fev/2000)

Temos a oportunidade de assistir a duas horas de aula de História recente ao som de uma requintada trilha sonora: "Velvet Goldmine" está em exibição em um restritíssimo circuito de cinemas.

Trata-se da história romanceada de algumas figuras cruciais do "glam rock" andrógino do início dos anos 70, focando o então genial David Bowie e o vulcão permanentemente ativo Iggy Stooge (hoje "Pop"). Um terceiro personagem engloba o que seria Andy Warhol com um "molho" de Marc Bolan e Brian Ferry.

A caracterização de Bowie é perfeita, mas a performance de palco de Ewan McGregor como Iggy é absolutamente antológica. Ele já arrasara em "Star Wars - Episode I", e não fosse eu um limitado heterosexual, já estaria apaixonado pelo cabra. Seu mise-en-scène executando "TV Eye" é puro Iggy nas veias, e ali vemos o nascimento do rock mais visceral do planeta. Quem acha que existe criatividade na música / performance atuais precisa ver Bowie de joelhos no palco frente a Mick Ronson, agarrando-o pela bunda e chupando louca e desenfreadamente sua guitarra em uma das mais célebres cenas da história do Rock, aqui reproduzida à perfeição.

Estas duas seqüências já valeriam o filme inteiro, mas também a trilha sonora é primorosa: 3 músicas do primeiro disco do Roxy Music (incluindo "Ladytron" e "Virginia Plain"), 3 do primeiro Brian Eno (com uma longuíssima sessão da alucinógena "Baby's on Fire"), 3 do T. Rex (uma incendiária versão da incendiária "20th Century Boy"), "Satellite of Love" do chatinho Lou Reed; "Gimme Danger" e a já citada "TV Eye" de Iggy, e muitos etcs, em versões originais e/ou regravações à altura - ou ainda mais altas.

Não se deixe levar por minhas palavras, no entanto. O filme chega a ser boring, e meu entusiasmo se deve à trilha sonora formada por puro delicatessen. Para pesquisadores, apreciadores, dinossauros e alucinados, trata-se de uma película obrigatória (com no mínimo algumas cervejas na mochila); mas para quem está satisfeito e acredita que acontece alguma coisa inteligente no panorama musical atual, é preferível se manter na felicidade da ignorância e continuar achando que existe alguma espécie de vida neste limbo povoado por zumbis...

Belíssima dica, Mr. Martinelli.

Saudações at the loudest volume!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Herzeleid

Finalmente comprei HERZELEID (1995), o primeiro disco do RAMMSTEIN e que era o único que me faltava.

Trata-se do disco conhecido nos meios metaleiros como "o disco da capa gay". Como todos os demais álbuns da Banda, é uma verdadeira, completa e acabada obra-prima. Um pouco mais 'rough' do que os demais, mais primitivo, mas já carregado de guitarras inebriantes, riffs irresistíveis e uma genial "colcha de teclados" que permeia os quase 50 minutos de revesamento entre o Progressivo ultra bem-feito e O Melhor Metal do Planeta.

Todos os discos do RAMMSTEIN têm 11 músicas, e nenhuma delas termina "fading out". É raríssimo uma Banda que TODOS os discos sejam bons de ponta a ponta - mas neste presente caso são excepcionais de ponta a ponta. Recomendo sem reservas a aquisição de toda a obra - à exceção, talvez, de ROSENROT que é um disco de sobras do REISE REISE (embora "Benzin" e "Te Quiero Puta" sejam sensacionais!).

Du Riechst So Gut!

(fev/2011)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cheese’n’shake

É muito fácil encontrar a mim ou aos Amigos paulistanos depois de um show de Rock: temos o ritual do cheese’n’shake, que inclui um robusto megacheeseburger (habitualmente com salada, bacon, maionese ou cebola, ou então com salada e bacon e maionese e cebola) e um milk-shake de 900ml por cabeça, fora as cocas, fritas, etc. E não, ninguém divide nada!

Já deixou de ser uma tradição, e se tornou um ritual. São Paulo é pródiga em hamburguerias, e se o hábito (“what were once vices are now only habits”) iniciou no JOAKIN’S, hoje temos aqueles que preferem o FIFTIES (meu caso), o NEW DOG, o STOP DOG e outros menos cotados. Por exemplo, após os dois shows do RAMMSTEIN no final de 2010 nos esbaldamos no PIBUS da JK tão-somente por questões práticas.

A melhor história é contada por Fabio Martin, fã ardoroso e incondicional do JOAKIN’S – a ponto de achar que a melhor coisa de minha casa é situar-se na zona de entrega deles. Martin foi lá com um Amigo após um show, e perguntou ao Garçom:
- “Vocês dividem milk-shake de 900ml?”
- “Sim”, respondeu o Garçom.
- “Ótimo! Então vê TRÊS pra gente, por favor!...”

(fev/2011)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Amy Winehouse pagando peitinho

Para quem ainda não viu...
(em Santa Tereza/RJ, jan 2010)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Enriquecendo o idioma

Proponho a criação da expressão: "What the fiuk?", com os desdobramentos "Who the fiuk are you?", "Go fiuking crazy", "Don't fiuk me", etc.

Fabio Martin (vovô do Fiuk) adiciona: "Motherfiuker!", e a pérola "Who the fiuck is Fuck?"

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

YES, they can

Os ingressos para o show do YES em São Paulo em novembro de 2010 se esgotaram. Mas ninguém precisava se preocupar, pois em 2035 haverá nova oportunidade para vê-los na "GRAVE CAN WAIT" WORLD TOUR. Na ocasião, apresentarão 1 minuto inteiramente novo e inédito de TALES FROM TOPOGRAPHIC OCEANS, além da execução de seus antigos sucessos em versões exatamente iguais às dos discos originais. No palco estarão todos os 137 membros das diversas formações da Banda.

Na mesma época GEDDY LEE lançará seu livro "YES, I'M GAY". Um capítulo especial e extremamente concorrido será a narração do que chamará de "my private Tchiburation Experience".

Na excursão do nonagésimo terceiro THE WHO GRATEST HITS, PETE TOWNSHEND cantará com sinceridade emocionante o verso "I hope I die before I get old".

Na primeira fila do show do YES, 25 anos mais senil do que já é atualmente, PreconceituAldo com as mãos em concha na frente da boca estará balbuciando:
- "TOCA VAPOR TRAILS!"...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Open-air em Cambuquira

Quando André VASCO-n contou que tinha ido ao show do Macca em novembro de 2010, Aldo imediatamente indagou:
- "Ele tocou o MEDLEY Suite progressiva do lado 2 do Abbey Road in its entirety???"

Tal pergunta me remeteu a um open-air da RHANA ABREU que assisti em Cambuquira, em julho/2009.

Show de graça em uma noite de sábado, no Parque das Águas. Além de estar toda a população jovem da cidade presente, uns 8 bebados ocupavam a frente do palco. Vagavam para lá e para cá, completamente embriagados e sem noção. Isto inclusive atrapalhava o show, pois fazia com que a platéia ficasse um pouco afastada da boca do palco.

Lá pelas tantas, um dos bebados gritou:
- TOCA RAUL!'
Foi a senha, pois logo outro bradou:
- "TOCA ZÉ RAMALHO!"
E um terceiro:
- "TOCA PINK FLOYD!!!"

Fico imaginando o Aldo na primeira fila do Paul McCartney com as mãos em concha na frente da boca, e gritando:
- "TOCA VAPOR TRAILS!"...

domingo, 28 de novembro de 2010

Aqui tem Amor para Todos

Em 1999 fui com vários Rockers assistir ao show do KISS no Autódromo de Interlagos. A expectativa era enorme, mas o vexame foi maior ainda. De volta às máscaras após frutífero período como uma legítima banda de Heavy Metal, o KISS espremeu ainda mais a laranja dos velhos (e, reconheço, excelentes) sucessos com uma performance circense que não estava à altura. Até hoje tenho os óculos 3D daquele show; mas até hoje guardo a impressão que a bateria de Peter Criss era suspensa durante o solo para que ele não fosse apedrejado...

A curiosidade ficou por conta da Banda de abertura, o desconhecido RAMMSTEIN da Alemanha. Um heavy metal indescritível, ficamos pasmos e atônitos com a performance sado-couro-homo-labredas da Banda. E durante anos aquela noite foi motivo de chacota em uma 'private joke' entre nós que lá estivemos.

Passados 11 anos, o RAMMSTEIN está de volta ao Brasil, de volta a São Paulo para duas noites no VIA FUNCHAL nos dias 30/nov e 01/dez. Nos últimos dois meses aprendi a admirá-los a ponto de ter comprado TODOS os cds e dvds do grupo. Considero-os A Melhor Banda em atividade, lançando ótimos discos, com um enorme respeito pelos Fãs e apresentando um show excepcional - além, é claro, de música "headbanger" da mais alta qualidade.

A excursão se baseia no disco "Liebe Ist Für Alle Da" (LIFAD) de 2009, ou "Aqui Tem Amor Para Todos" em uma tradução bastante liberal e pessoal. Tocam 8 das 11 músicas do último disco (todos os discos do RAMMSTEIN têm 11 músicas), que é como acredito que deva se comportar uma Banda que se orgulha do material que lança.


Apresento e comento a seguir o setlist do show no Chile, que iniciou a excurão pela Südamerika no dia 25/nov. Caso queira verificar a performance, anexo um ou outro link - mas recomendo som de boa qualidade nas caixas, com reforço nos graves.

1. Rammlied ("Canção Ramm"; LIFAD 2009)
Várias músicas deles têm a palavra "Rammstein". Abertura do disco, e um excelente gig-opener. Certamente o VIA FUNCHAL irá abaixo, com minhas lágrimas descendo junto.
2. B******** (LIFAD 2009)
Palavra inventada. Uma das possíveis interpretações seria "Letra" (do alfabeto), o que neste caso geraria a tradução "L****".
3. Waidmanns Heil ("Saudação do Caçador", LIFAD 2009)Ou seja, a abertura do show é com 3 músicas do novo disco. O R+ não é como diversas Bandas que vivem de glórias passadas e que lançam discos novos somente como pretexto para mais uma excursão... para tocar toda aquela josta antiga uma vez mais!
4. Keine Lust ("Sem Tesão"; Reise Reise 2004)
Um dos melhores clips de todos os tempos. Foi indicado para MTV Europe Video Awards em 2005, e é descrito pela banda como "reflete nossa vontade de tocar, fora de todo o circo; algum dia no futuro vamos nos reencontrar apenas para fazer música juntos". O divertidíssimo, crítico e genial clip está em HD em:
http://www.youtube.com/watch?v=ytRQjrP4A0s
5. Weisses Fleisch ("Carne Branca"; Herzeleid 1995)
6. Feuer Frei! ("Abrir Fogo!"; Mutter, 2001)
7. Wiener Blut ("Sangue Vienense", LIFAD 2009)
8. Frühling in Paris ("Primavera em Paris", LIFAD 2009)
Inclui trecho de "Non, je ne regrette rien", gravada por Edith Piaf.
9. Mein Teil ("Meu Pedaço"; Reise Reise 2004)
Baseada em história real de homem que colocou anúncio na internet, conheceu uma garota, seduziu-a, matou e canibalizou. "Você é o que você come... este pedaço é meu!" Trouxeram para a Südamerika a encenação de palco original, com o vocalista Till vestido de açougueiro, microfone-facão e um enorme caldeirão cozinhando Flake, o tecladista - contra quem ele dispara um lança-chamas. Pessoalmente considero uma performance visual excessivamente "Mamonas".
10. Du Riechst So Gut ("Você cheira tão bem"; Herzeleid 1995)
11. Benzin ("Gasolina"; Rosenrot 2005)
"Eu não preciso de amigos, nem de cocaína / não preciso de médico e nem de medicina / não quero uma mulher, só quero vaselina / me dê nitroglicerina, eu quero gasolina!". Incendiária! Uma boa oportunidade para conhecer a movimentação "Tillhammer" do vocalista está em:
http://www.youtube.com/watch?v=ccu21wGUSgU
12. Links 2 3 4 ("Esquerda 2 3 4")O antológico clip das formigas headbangers. O nome se refere a um hino de marcha militar. O número 2 (zwei) é aqui pronuncido em sua forma arcaica "zwo" (danke shön, Herr Potamus!); alemães costumam usar a pronúncia zwo ao telefone para não confundir zwei (2) com drei (3). Música com resposta gritada da platéia enlouquecida. Em:
http://www.youtube.com/watch?v=_sIxD_hyx1I
13. Du Hast (Sehnsucht, 1997)
A tradução dos trocadilhos contidos na letra seria longa demais para este espaço; pesquise! O próprio nome da música soa como "You Have", mas se pronuncia "You Hate" (du hasst).Por muito tempo acreditei que "Sweet Child O' Mine" seria o último grande clássico gravado na história do Rock. Mas Du Hast é irresistível, a "Bohemina Raphsody" do R+. Para ouvir ao vivo chorando emocionado, e depois poder dizer: - "Eu vi "Du Hast" ao vivo!".
http://www.youtube.com/watch?v=7I7gUmq2E3w&playnext=1&list=PLAE34AE5CD16D7BF1&index=23
Por incrível que pareça esta é a única música que tocam daquele que é (merecidamente) reconhecido como o melhor álbum do R+, "Sehnsucht".
14. Pussy (se você não sabe o que é, não sou eu quem vai explicar!; LIFAD 2009)
Sobre turismo sexual. "One size fits all"! Utilizam várias palavras alemãs de conhecimento geral, para ressaltar os clichês das cantadas (Merzedes-Benz und Autobahn, Blitzkrieg, Schnaps, Kopf, Bratwurst, Sauerkraut). O clip é completamente pornográfico, hardcore sem pudor, e quando o vi pela primeira vez estava com Papai & Mamãe! Quando acabou a execução explícita ficamos em silêncio por alguns segundos, até que Papai comentou:
- "É... Não faltou nada!"
A versão disponível no You Tube é censurada: as cenas de sexo explícito - que são muitas - estão fora de foco. A única opção para ver o original está no site onde a música foi lançada, em:
http://www.thegauntlet.com/)
15. Sonne ("Sol"; Mutter 2001)
16. Haifisch ("Tubarão", LIFAD 2009)
Refrão baseado na música ("Mack the Knife") da ópera "Die Dreigroschenoper" (The Threepenny Opera) de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
17. Ich Will ("Eu Quero"; Mutter 2001)
Incendiadora de multidões. Vídeo imperdível no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=b6I28pPgffA
18. Ich Tu Dir Weh ("Eu te machuco", LIFAD 2009)
Proibida na Alemanha, é um highlight do último disco.
19. Te Quiero Puta! ( Rosenrot 2005)
Brincadeira genial e irresistível. Cantada em espanhol com uma mulher gritando "ai, qué rico!" ao fundo enquanto Till canta "dáme, dáme tu calor", mistura rumba e hardcore e é um encerramento perfeiro para um show em Südamerika. Torçamos para que a executem também no Via Funchal.



O tecladista Flake não navega mais sobre a multidão em um bote salva-vidas ao final do show porque relata já ter se machucado muito fazendo isto, inclusive com ossos quebrados. (Uma idéia simples, um belíssimo momento de integração músico/platéia no encerramento do show em Berlin está em:
http://www.youtube.com/watch?v=j5cU_BEqS8Q)

Do Brasil seguem para NYC, onde se apresentam no Madison Square Garden no Dia do Engenheiro. O símbolo do show é a Estátua da Liberdade... segurando uma tocha em chamas!

Graças ao R+ estou querendo passar 2 meses em Berlin estudando Deutsch. E, claro, para tentar assistí-los Live Aus Berlin.

Sempre fui extremamente exigente com Música, e há muitos anos não me entusiasmava tanto com uma Banda. Se você tiver a oportunidade de comparecer, asseguro que não vai se arrepender. É claro que é necessário ter bom humor, mas isto é necessário para curtir qualquer coisa na vida. Será fácil me localizar nos shows: um grisalho com camisa da seleção alemã. Ich hoffe dich da zu sehen!

(nov/2010)

sábado, 2 de outubro de 2010

Metal Progressivo

Li certa vez que "o Heavy Metal é o hobby dos fãs de Rock Progressivo, e o Progressivo é o hobby dos Metaleiros".

Concordo. Em muitos trechos de suas músicas as Bandas Progressivas descambam para a pancadaria. E da mesma forma muitos trechos do Metal são verdadeiras suítes progressivas.

Sempre fui um Progressivo, com o Metal como hobby.

Mas de um (bom) tempo para cá, o Rock Progressivo é que se tornou meu hobby...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quizz: Por quê não são os outros membros do RUSH que cantam?

Após o estrondoso sucesso do Quizz "Quem é o verdadeiro Geddy Lee?", o Blog GEDDY LEE É VIADO? lança seu novo quizz:

- PORQUE NÃO SÃO OS OUTROS MEMBROS DO RUSH QUE CANTAM, AO INVÉS DO RECONHECIDAMENTE INSUPORTÁVEL GEDDY LEE?

Prêmio: Um par de protetores de ouvido para o show do Rush no Morumbi em 08/out/10!

Até o momento já contamos com duas respostas-participações:

RAMMARTINSTEIN: Porque Alex Lifeson e Neil Peart são mudos!
ALWAYS ROCKER: Porque ao contrário do Geddy Lee, eles têm senso de ridículo!

Envie sua resposta ou cadastre-a diretamente no Blog.
Sua participação é muito importante para nós!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mas, Manoel, e o cheiro?!?...

Dizem que os Homens gostam de Mulheres em roupas de couro...

... porque tem cheiro de carro novo!!!

Será verdade?