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domingo, 14 de dezembro de 2014

Scream Along

DREAM THEATER
Vivo Rio, domingo 05/out/2014

Pela 6ª vez na vida vou a um show do DREAM THEATER, desta vez no Rio (a primeira também foi, no Imperator no Méier) no VIVO RIO no Aterro do flamengo. É noite de domingo, dia do primeiro turno das eleições para Presidente do País, ainda não sabemos quem passará para o 2º turno; terminarei a noite orgulhoso ou envergonhado?

Vou de Metrô, cada vez o transporte particular fica mais no passado. Atravesso os viadutos para pedestres, e após tantos anos finalmente encontro no Balneá-Rio a galera metaleira tão comum em gigs em Sampa e nas Grandes Galerias, e tão escassa por aqui. É fim de tarde, está escurecendo, e além dos metaleiros de camisa preta, a fauna no lado de fora da Venue é composta por vendedores ambulantes com seus isopores sobre cavaletes oferecendo cerveja, vodka e cachaça a preços módicos, e também alguns mendigos. Tudo acontece em volta da fila, o local do acesso é quase uma festa.

O piso do Aterro é composto por grandes placas de cimento ou pedra, com um razoável espaço (circa 6cm, eu diria) entre elas. E ocupado que estou em encontrar o fim da fila e avaliar os vendedores de smirnoff, me distraio e PIMBA!, afundo o pé em um destes intervalos entre as placas no chão. Quase caio; alguns metaleiros, ambulantes e mendigos fazem menção de acudir, mas me recomponho com rapidez e tento brincar:
- “Eu quase caí porque ainda não bebi nada! Se tivesse bebido, não estava caindo...”

Um Mendigo se compadece de minha situação, se aproxima de mim, aponta para um dos ambulantes e diz com voz séria e compungida:
- “Tome ali uma dose, eu pago para você!...”

O insólito da situação me pega de surpresa, e não penso rápido o suficiente para aceitar; recuso polidamente, sinceramente grato. Mas depois fiquei pensando na oportunidade perdida: um Mendigo ofereceu pagar uma dose de cachaça para mim, e eu recusei! Uma oportunidade que só se tem uma vez na vida, e eu perdi a minha...

No início do show, a projeção de uma animação com os "making of" das capas de todos os discos, uma emendando na outra, formando uma quase-história. A platéia está, evidentemente, em delírio. Nunca fui a um show com tanta gente com camisa da Banda no palco, eu mesmo também estava.

Uma nova situação acontece comigo já com o lotado show rolando. Meu cabelo está enorme, e devo ser o único com cabelos brancos (cada vez isto é mais freqüente); lá pelas tantas um cara se vira para mim e pergunta cheio de respeito:
- “Me diga, com toda a sua experiência: posso enrolar unzinho e acender aqui dentro?”

Cabe aqui um parêntesis: as crescentes restrições aos cigarros e ao fumo legalizado acabaram por afetar diretamente o consumo de maria joana em recintos públicos fechados. Antigamente não era possível distingüir se a brasa acesa era de um marlboro ou de um joint, mas atualmente não há mais dúvida: acendeu, é ganja!

Respondo a ele:
- “Há muito tempo não venho a um show no Rio, não sei dizer. Sugiro que você aguarde um pouco e espere mais alguém acender para ver o que acontece.”

Ele ignora a cautela, enrola, acende e fuma à larga. E daqui a pouco me cutuca e oferece:
- “Vai um tapa aí, ô Andy Warhol?...”

Já fui chamado de Einstein e Ritchie, e agora Andy Warhol!!!

É show de fã nerd, a platéia canta tudo junto, sing along, ou melhor, scream along. Como diriam Martin-L e Vasco-N, “platéia bem ensaiadinha”. O guitarrista John Petrucci arrasa, desbunda, arrasa, arrebenta, é um Andreas Kisser virtuose (mas sua enorme barba preta quase-ZZTop está ridícula demais). Seu momento-solo é belíssimo, mas não fica sozinho no palco: os outros 3 músicos fazem um “tema” para que ele sole, apenas o vocalista saiu. Sempre fico querendo que as pessoas estivessem ali comigo vendo, me iludo acreditando que iriam gostar; mas sei que Gloug teria ficado apenas 1 hora, e Martin talvez ½.

Petrucci olha os próprios dedos todo o tempo. O momento keytar é igualmente maravilhoso, e desta vez é o guitarrista quem se une aos demais fazendo fundo para a performance de Jordan Rudess. Já o solo do novo Baterista é realmente solo: tremenda responsabilidade, o cara está substituindo nada menos do que Mike Portnoy, carismático e icônico fundador da Banda e ídolo desta galera por décadas.


(photo by MG)

É um show do tipo “An Evening With Dream Theater” que eles tanto fazem ao longo da carreira: quase 3 horas de duração, com um intervalo de 15 minutos no qual passa uma colagem de vídeos feitos por fãs com brincadeiras com os clipes da Banda, covers ultra-toscas de músicas e outras paródias; divertido.

A segunda metado do show começa com a AVASSALADORA “The Mirror”, que da mesma forma que ocorre no disco “Awake” emenda com “Lie”. Nesta segunda parte do show eles simplesmente tocam inteiro o “Awake”, que eu adoro. Entendi então que poderia perfeitamente ter convocado os mencionados Gloug e Martin-L para assistir somente à segunda parte da gig.

O palco simula uma garagem de beco com amps. A única vez que eu tinha visto uma guitarra tão alta foi George Kooymans com o GOLDEN EARRING na Holanda. Uma Dama com quem já assistira ao DT duas vezes, e que durante a performance só conseguira falar – “Caralho!” umas vinte vezes, me pediu para falar dois “caralho!”s por ela. Falei vários; foi primoroso, caralho! Tocaram a raríssima “Space-Dye Vest”, caralho!

Se tiver a oportunidade, não deixe de assistir a um show do DREAM THEATER ao vivo, em pessoa. Não é necessário gostar deles para se impressionar: embora tenha diversos discos, eu jamais os ouço, acho chatos. Mas ao vivo...

Caralho!

(Rio, out/2014)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Konfidential


Dois excepcionais vídeos de música estão reunidos em um único DVD, tornando-o um excelente investimento a um custo baixíssimo: são o KISS KONFIDENTIAL e o X-TREME CLOSE UP.

“X-treme Close Up” é a história da Banda contada pela dupla Stanley & Simmons, sem pudores ou make-up. São fatos interessantíssimos e curiosérrimos sobre a formação de uma Banda, a evolução da maquiagem, membros dependentes de álcool ou aditivos químicos que tiveram que ser limados do Grupo por comportamento vexatório on stage (com imagens!), o processo de escolha de novos músicos, etc. Vi certa vez um depoimento do Gene Simmons – não sei se neste documentário -
onde ele esclarecia que “se não fosse pelo Paul Stanley, o KISS já teria acabado há mais de duas décadas. Eu estou quieto e tranqüilo em meu canto fazendo as minhas coisas, e daqui a pouco lá vem o Paul Stanley: vamos excursionar! Vamos gravar um disco! Vamos colocar a máquina para rodar de novo! E ele tanto enche o saco que eu acabo concordando, e começa tudo novamente”.

O outro conteúdo do DVD é o “Konfidential”, que vem basicamente a ser o visual do show “Kiss Alive III”, para mim o ápice da Banda. Sem make-up, sem fru-frus e sem frescuras, com o excepcional baterista Eric Singer e com o excepcional guitarrista Bruce Kulick (a história dele, contada no “X-Treme Close Up”, é ótima), o KISS detona em versões longas, pesadas e maduras de músicas de uma Banda que atingia sua maioridade e ápice naquele momento.

A curiosidade do nome “Konfidential” fica por conta de uma antiga tradição em shows do KISS: as Fãs e Groupies focalizadas pelas câmeras dos telões levantam as blusas e mostram os seios ‘au grand complete’. Para preservar a beleza dos mo(nu)mentos e a privacidade das Damas, a produção do vídeo optou por colocar tarjas escritas “Konfidential” sobre os rostos da Meninas, e deixando à mostra tudo que elas queriam mostrar.

Imperdível!

(4 músicas são especialmente recomendadas:
  • Take It Off – com strippers no palco
  • Lick It Up
  • I Just Wanna
  • Domino - minha all-times-favorite, a letra é puro Gene Simmons: “(...) Loves lots of money / backs against the wall / calls me Sugar Daddy / she's got me by the balls (...) she ain't old enough to vote / loves to play with fire / loves to hurt so good / loves to keep me burnin' / she's a bad habit / that's too too good... They call her Domino! (...) Every time I walk through that door it's the same damn thing / that bitch bends over, and I forget my name...” )

(Rio, 30/abr/2014)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Balada em Bariri

Oktoberfusca na Avalon House neste sábado 12/out, com sorteio de um fusca vermelho com 300 latas de cerveja e shows de revelação sertaneja, cantor de música eletrônica e DJ paulista. Imperdível!!!



Do jornal CANDEIA:
Balada - Será realizada no dia 12 de outubro a terceira edição da Oktoberfusca na Avalon House, a partir das 23h30. A festa promete agradar ao público, que prestigiou o evento no ano passado, mais uma vez. A atração principal é o sorteio de um Fusca com 300 latas de cerveja dentro.
O evento contará com atrações musicais inéditas na região: Thiago Farra revelação do sertanejo pop, Winnie Lo cantor de música eletrônica e dono do single “Here we go”. e o DJ Cuca, de São Paulo, animando a pista.
Para repetir o sucesso das outras edições, a Oktoberfusca terá estrutura e produção de qualidade, além do sorteio de um Volkswagem Fusca vermelho com 300 latas de cerveja Brahma no interior ao público presente.
Os convites já estão à venda e no Bar do Luizinho e na Big Vídeo Locadora. Os preços do primeiro lote são: R$ 25,00 (pista), R$ 30,00 (camarote), R$ 35,00 (camarote Vip) e R$ 600,00(Vip Premium para dez pessoas).
Pessoas que residem em outras cidades da região podem reservar os convites através do e-mail contato@avalonhouse.com.br.
Mais informações através dos telefones 98118-3800 ou 99704-8146.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

De A a A

Já que o ALDO não gosta do AEROSMITH...


(Ipanema, esquina de Montenegro com Alberto de Campos, 08/out/2013)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Naked III

Hard Rock Cafe, Amsterdam
(02/jul/2011)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vive Le Zep

(Oca Guedes, Corpus Christi 2013)

O evento para asssistir na íntegra o show “Celebration Day” do LED ZEPPELIN na O2 Arena em dez/2007 vinha sendo tentado desde janeiro, e finalmente realizou-se.

Da mesma forma que John Bonham foi substituído por Jason, o quarteto original teve uma baixa: Fabio Martinelli foi substituído por Janiene Estrella, que tem sobre o former elemento a grande vantagem de gostar de SHAKIRA.

Vasco-ncellos chegou pontualmente às 20hs trazendo dois maços de Marlboro, um dos quais foi ávida e saborosamente sorvido ao longo da noite.

Após um start-up com "Homem-Aranha" (as teias de Peter Parker e as tetas de Emma Stone em 3D), a exibição começou, dando a deixa para a chegada do casal Estrella ainda durante a apresentação da opening “Good Times, Bad Times”, com uma garrafa de champanhe (muito obrigado!) e uma cópia do CD “The Raven That Refused to Sing That Shit” do viado Steven Uílson (por nada!).


Aldo já manifestou que considera não ser necessário ver todas as músicas, mas o Senhor Estrella (que não gosta do “Ledinho”) e Janiene (que só conhecia as “músicas corriqueiras”) discordaram, e a gig foi curtida na íntegra (ou quase).

Durante boa parte tivemos a presença do Urologista Wellington, Concunhado do Anfitrião.

Vasco-ncellos se comportou como uma verdadeira Dona de Casa, cuidando das bebidas (vodka, whisky e cerveja), salgadinhos e pratos. Quando chegou a pizza do Sr. Estrella, também foi ele quem cuidou do forno e talheres, deixando o dono da casa livre para sorver OITO doses de Gray Goose.

Após a quinta dose o Anfitrião estabeleceu uma regra: “quem não come pizza escolhe as músicas”. Assim, ao término do magistral show do Ledinho, ficou à vontade para impor alguns trios de canções de METALLICA, RAMMSTEIN, U2, AC/DC, KISS (unmasked) e SHAKIRA (semi-dressed).

Movido por incontido entusiasmo (e talvez motivado pela mistura de Balla 12 com Stella), o Sr. Estrella pediu ao Sr. Guedes o CD “Houses of the Holy” de presente!!!

Ficam propostas sessões de “Sucker Punch” e “Scott Pilgrim” na mesma Arena. Só não é possível assegurar a presença do Urologista!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cheese’n’shake

É muito fácil encontrar a mim ou aos Amigos paulistanos depois de um show de Rock: temos o ritual do cheese’n’shake, que inclui um robusto megacheeseburger (habitualmente com salada, bacon, maionese ou cebola, ou então com salada e bacon e maionese e cebola) e um milk-shake de 900ml por cabeça, fora as cocas, fritas, etc. E não, ninguém divide nada!

Já deixou de ser uma tradição, e se tornou um ritual. São Paulo é pródiga em hamburguerias, e se o hábito (“what were once vices are now only habits”) iniciou no JOAKIN’S, hoje temos aqueles que preferem o FIFTIES (meu caso), o NEW DOG, o STOP DOG e outros menos cotados. Por exemplo, após os dois shows do RAMMSTEIN no final de 2010 nos esbaldamos no PIBUS da JK tão-somente por questões práticas.

A melhor história é contada por Fabio Martin, fã ardoroso e incondicional do JOAKIN’S – a ponto de achar que a melhor coisa de minha casa é situar-se na zona de entrega deles. Martin foi lá com um Amigo após um show, e perguntou ao Garçom:
- “Vocês dividem milk-shake de 900ml?”
- “Sim”, respondeu o Garçom.
- “Ótimo! Então vê TRÊS pra gente, por favor!...”

(fev/2011)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Open-air em Cambuquira

Quando André VASCO-n contou que tinha ido ao show do Macca em novembro de 2010, Aldo imediatamente indagou:
- "Ele tocou o MEDLEY Suite progressiva do lado 2 do Abbey Road in its entirety???"

Tal pergunta me remeteu a um open-air da RHANA ABREU que assisti em Cambuquira, em julho/2009.

Show de graça em uma noite de sábado, no Parque das Águas. Além de estar toda a população jovem da cidade presente, uns 8 bebados ocupavam a frente do palco. Vagavam para lá e para cá, completamente embriagados e sem noção. Isto inclusive atrapalhava o show, pois fazia com que a platéia ficasse um pouco afastada da boca do palco.

Lá pelas tantas, um dos bebados gritou:
- TOCA RAUL!'
Foi a senha, pois logo outro bradou:
- "TOCA ZÉ RAMALHO!"
E um terceiro:
- "TOCA PINK FLOYD!!!"

Fico imaginando o Aldo na primeira fila do Paul McCartney com as mãos em concha na frente da boca, e gritando:
- "TOCA VAPOR TRAILS!"...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Backstage Pass

RHANA ABREU
CANECÃO RJ, 30 de julho de 2010

GGF sempre disse que iria tocar no palco do Canecão (RJ) quando fizesse 50 anos.

Sua idéia era contratar uma Banda - os Titãs, ou talvez o Skank - para o show principal. E ele com amigos faria um show secundário, de abertura. Convidaria outros amigos para cantar. Há anos me perguntou o que eu cantaria no Canecão em seus 50 anos, o que me fez pensar: Cheap Trick? The Cars? Golden Earring? Mas até parece que eu não o conheço...

Há males que vêm para o bem. GGF quase quebrou a perna jogando futebol, e precisou operar o joelho. Inerte na cama, optou por aprender a tocar decentemente a guitarra que já arranhava. E o fez por intermédio da obra e graça de RHANA ABREU e sua Banda. Quando ficou bom (da perna, não na guitarra) foi convidado a tocar alive on stage aqui e ali, uma vez ou outra, em uma ou outra música, só para sentir o gostinho. Mas ele gostou do gostinho e foi fundo no Business. Começou a empresariar a Banda e a se dedicar mais às aulas. Assumiu o posto de guitarra base. A Banda foi crescendo, e ele junto. Open airs. Lançamento de CD. Programa do Jô. Troca de formação. Acústicos. Até que, no mês de seu cinqüentenário... um convite para tocar no Canecão!

Na condição de fotógrafo amador, ganhei backstage pass com acesso a camarins e Palco. E pude presenciar na totalidade um evento marcante para quem tem Rock nas veias e sinapses. As entrevistas com Rhana e Banda nos camarins. Os músicos dando os últimos retoques em seus instrumentos no palco, por trás da cortinas fechadas, eu lá, ouvindo o ruído da audiência de mais de mil pessoas do outro lado do pano. Rhana convoca todos para orar. Concentração... anunciação... e o show começa. Estou no palco, minha alma não cheira a talco, estou concentrado nas fotos e pouco consigo acompanhar o show, o foco é só no visual. Mas dá para perceber o amadurecimento de GGF na guitarra e de Rhana como frontwoman. A única vez que os havia visto fora 1 ano antes em um open-air em Cambuquira tumultuado por bêbados que desfilavam na boca do palco e pediam aos gritos:
- "Toca Raul!"
- "Toca Zé Ramalho!"
- "Toca Pink Floyd!"

Como vivemos em um País onde os direitos de poucos se sobrepõem aos de muitos (e assim 200 pés-rapados conseguem interromper o trânsito na Via Dutra, ou então 200 pés-rapados conseguem bloquear a Avenida Paulista, e assim por diante) os 8 bêbados conseguiram tumultuar um puta show ao ar livre. Mas não hoje: por mais que esteja concentrado nas fotos não consigo conter o entusiasmo nas versões ARRASADORAS de "Ovelha Negra", "Ideologia" e "Que País é Este", durante o set 'Homenagem'. É curioso: estas versões destas músicas são muito superiores às originais, e também àquelas feitas por outros intérpretes, o que me leva a concluir que NÃO É a qualidade das versões que faz o sucesso de uma Banda...

Após o show volto aos camarins do Canecão, que estão em festa. Belas e decotadas Sereias, muitos músicos, amigos e penetras. Pai & Mãe de Cazuza estão lá, e recebem uma procissão de fãs e admiradores do poeta que foi meu porta-voz, e pelo visto de muita gente; algo como Maria e José recebendo caravanas de fiéis após a morte de seu Filho. Me juntei às conversas, contei coisas que tinha visto Cazuza fazer ao vivo nos mais de 30 shows dele que vi, e ouvi ótimas histórias também.

Às 3 da manhã estou conversando com o filho de Rhana no palco vazio do Canecão deserto. Às 4 estou com GGF na Pizzaria Guanabara no Baixo Leblon. Ele sempre falou que iria tocar no Canecão quando fizesse 50 anos. E sempre falou também de um outro plano ainda mais audacioso e estratosférico, que não tenho dúvidas que vai se realizar. Quando isto ocorrer, aqui será registrado.

Provavelmente quando ele fizer 60 anos...

(ago/2010)

Machine Sublime

VIVE LA FÊTE
COMITE CLUB, Baixo Augusta, São Paulo, 05 de agosto de 2010

Há vários anos espero para ver um show da dupla belga VIVE LA FÊTE ao vivo. Quase cancelei a subida ao Campo Base do Everest em outubro de 2008 quando soube que iriam tocar em São Paulo naquele mês: afinal, o Everest continuaria lá, mas não sabia quando conseguiria ver o VLF novamente...

Finalmente consegui presenciar o espetáculo de eletronic-dance-techno-guitar in loco. Na última hora o Amigo FM decidiu sacrificar horas preciosas de sono, e compareceu ao evento. Marcado inicialmente para as 22hs de uma 5ª feira em um Clube azul para 600 pessoas (quase um Aeroanta) na região central de São Paulo, o espetáculo ficou prometido para a meia-noite mas só começou à 01h30m da matina.

Sob uivos da platéia de todas as idades, iniciaram o show com “Nuit Blanche”, com os 4 músicos totalmente vestidos de preto com uma faixa preta de “Maquilage (c’est Camouflage)” sobre os olhos estilo Pris, a replicante pleasure model de Daryl Hannah em BLADE RUNNER. Já a louraça vocalista ELS PYNOO trajava colete militar preto... e calcinha! A sucessão de hits só era abafada pela performance exuberante de Els, que não pára de se mexer um único instante, jogando a cabeça e os cabelos de um lado para o outro ininterruptamente. Um jogo magistral de luzes, e a guitarra de DANNY MOMMENS cuspindo riffs como se fosse um Angus Young do techno dance. O baixista lembra um Robert Smith um pouco mais "recheado", o que imediatamente remete ao comentário de SIOUXE sobre o guitarrista do THE CURE quando estes excursionaram junto aos BANSHEES: "ele parece uma salsicha empanada". O tecladista executa o ritmo hipnotizante que caracteriza o VIVE LA FETE, e como todas as músicas são razoavelmente parecidas, a todo momento FM brada:
- "É desta música que eu gosto!"
Em determinada altura o ritmo muda um pouco, e ele reclama contrariado:
- "Eu gosto mais daquela outra..."
Quando a execução seguinte retoma a batida característica, ele balbucia com um sorriso de criança feliz no rosto:
- "É esta!!! É desta que eu gosto!"

Passam por “La Vérité” e “Machine Sublime”. Tocam até mesmo “Jesus Christ Superstar”. Para mim o ponto alto é a espetacular “Noir Désir”, que executam sem os ups and downs do gran finale, pelo contrário transformando tudo em uma avalanche sonora, um rolo compressor musical debaixo dos uivos e urros lacerados da loura lasciva de cacinha. Antológico, impagável, inesquecível.

A última música é a irresistível e envolvente “Ev’rybody Hates Me (‘cause I Rock’n’Roll)”, do disco novo. Els apresenta então os músicos pelos primeiros nomes, faz biquinho francês para gemer "obrigado" e se retira do palco. Os 4 músicos começam a levar som pesado e o fazem por quase 1/2 hora, brincando com o prazer de uma "jam" ao vivo. Encerram com uma versão de "I Wanna Be Your Dog" dos STOOGES na qual o tecladista soca seu keybord com o punho fechado, extraindo o som do piano original da música através de um único movimento repetitivo que mais parece uma masturbação sem imaginação. Mas não é o fim do show: Danny Mommens, o guitarrista / composer / líder da Banda (algo como o Chris Stein da BLONDIE) desce do palco e pega uma deliciosa louraça belzebu quase platinada na platéia, e a leva para cima do palco. Coloca a guitarra nela e continua tocando o riff, abraçando-a por trás; depois pega seus braços e NO PALCO ensina a beldade a tocar a música, e enquanto ela arranha a guitarra amplificada e distorcida, desce novamente e pegua OUTRA mulher na audiência e lhe entrega o microfone. Ela fica gritando "Now I wanna / be your dog!", e oferece o microfone a outras pessoas da primeira fila que têm seu momento de Iggy. Enquanto isto, Danny abandona o palco (- "O cara vazou!" exclama sorridente e incrédulo um barbarizado FM) e o show acaba com baixo, bateria e teclados do VLF fazendo base para duas mulheres da platéia que performam na frente do palco! São 3 horas da manhã, e é a coisa mais punk que já vi na vida.

Saindo do COMITE CLUB, FM e eu subimos a Augusta que fervilha em uma madrugada gelada no inverno paulistano. Porradaria no meio do asfalto, nightclubs com luzes piscando, damas da noite, botecos e moçada. A noite vive. Voltamos para casa felizes com a experiência. Viva a Festa!

(ago/2010)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Fã do Fish


Em outubro de 2001, um de meus grandes ídolos, FISH (frontman da única formação decente do MARILLION, já então em carreira solo) se apresentou em São Paulo e no Rio, na excursão “Fellini Days”.

O show de Sampa no Direct TV Music Hall no dia 10/out foi espetacular. Como se trata de artista completamente “cult”, a platéia era composta prioritariamente por nerds, geeks e afins (anos depois, em um outro show dele no Olympia/SP, minha Namorada comentou: “este é o lugar perfeito para eu trazer amigas solteiras!”). Estávamos todos irmanados pela idolatria a Derek Dick, e o ambiente pré-show era de total descontração e fraternidade. Gente que nunca tinha se visto se tratava como velhos conhecidos, e acabei fazendo contato com diversos amigos de fé e irmãos camaradas.

Dois dias depois (12/out/01) o Peixe ia se apresentar no Canecão no Rio. Eu estava tão emocionado e deslumbrado com a apresentação paulista que viajei para o Rio para assistir de novo à gig, desta vez acompanhado pelo Brother Gloug (a foto anexa é exatamente deste evento, nós dois na mesa do Canecão).

Chegamos cedo ao Canecão, e quem encontro lá sentado em uma das mesas? RPAF, que eu tinha conhecido dois dias antes no show em Sampa! Estava acompanhado pela Esposa M, e tinha levado um álbum de fotos do FISH tiradas por ele.

O cara sem dúvida era muito mais fã do que eu (e olhe que sou um bitolado!...). Ele foi à Escócia para uma convenção de fãs (o fã-clube se chama The Company), na casa do próprio Fish. E tirou diversas fotos do evento. Fiquei folheando o álbum, fotos das pessoas, de músicos, da casa do Peixe... até que uma foto me despertou mais curiosidade: uma vista de cima de um vaso sanitário, aberto.

Perguntei ao Fã do Fish que foto era aquela, e ele me explicou:
- “Lá pelas tantas me deu vontade de fazer xixi, e perguntei onde era o banheiro. Me indicaram, e eu entrei na casa. Enquanto urinava, me ocorreu: É AQUI QUE O HOMEM CAGA! E tive que tirar uma foto!...”

Fã é isto!

(ago/2010)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Shakira no Rock in Rio Lisboa 2010


Shakira me pareceu meio gordita no Rock in Rio Lisboa (22 de maio de 2010).

Ao lançar o último disco “She Wolf” ela anunciou que iria dar um tempo na carreira para se dedicar à maternidade. Como suas formas parecem um pouco mais “cheias” e “retas” do que de costume, dá para desconfiar que ela "esteja ocupada", como dizem na Paraíba...

Selecionei no You Tube algumas apresentações espetaculares daquele show. Enjoy!

Te Dejo Madrid (abertura; gaita)
http://www.youtube.com/watch?v=QRML-cJ6NdY&feature=PlayList&p=B59387203E1AA053&playnext_from=PL&playnext=1&index=1

Las de La Intuicion
http://www.youtube.com/watch?v=vUaSsB597B8&feature=related

She Wolf
http://www.youtube.com/watch?v=AmPLjQiXmaw&feature=related

Hips don’t lie
http://www.youtube.com/watch?v=TM8Ky9lI6Mk

Munchausen by Proxy

Fulanos me acusarão de estar me tornando POP como um Estrella. É justo: desde o advento do VIVE LA FÉTE, cada vez mais estou tendendo para o mundo da electro-dance-music.

Beltranos me acusarão de gostar do som da Banda por lembrar THE CARS. Também se aplica: a batida, o ritmo, o visual, o nonsense e o futurismo são efetivamente dignos da saudosa alcatéia de RIC OCASEK.

Sicranos dirão ainda que meu deslumbre se deve à front woman, a irresistível ZOOEY DESCHANEL. Mas isto é mais do que óbvio: alguém (além do Geddy Lee) pode resistir a ela?

O fato é que os links abaixo nos levam à gig completa do MUNCHAUSEN BY PROXY, da qual o filme YES MAN com JIM CARREY só apresentou extratos. Letras, ritmo, batida, a eletronia e os "keytars" da Banda são geniais. Altamente recomendado para tecladistas, aqui vemos tudo que o personagem Carl viu e viveu naquela noite. Jim Carrey é um Ator espetacular, e aqui o vemos de forma hilária tentando compreender, curtir, até balançar e participar da inclassificável performance do MUNCHAUSEN BY PROXY.

Já fui acusado de senilidade ao apresentar coisas bem mais sensatas, então esperar compreensão ou cumplicidade nestes "future sounds" seria completa ingenuidade. Mas aqui tenho ao menos a desculpa da female lead singer: Geddy certamente não vai concordar, mas Zooey é espetacular!...

Nota: sugiro assistir a performance na ordem abaixo, preferencialmente após ter visto o filme.

1a. Who are you? (extrato)
http://www.youtube.com/watch?v=pglkw-TymI4
http://www.youtube.com/watch?v=zdzOkuIqnR8&feature=related

1b. Who are you? (completo, melhor qualidade de som, porém imagem destorcida)
http://www.youtube.com/watch?v=RbB0apnfJWU

2. Yes Man (música tema, no filme só toca nos créditos finais)
http://www.youtube.com/watch?v=FwYEuYP_sjY

3. Star Spangled Banner
http://www.youtube.com/watch?v=o3p49b4I2NM

4. Whore No More (Sweet Ballad)
http://www.youtube.com/watch?v=3DbaJgSkDVg

5.Keytar
http://www.youtube.com/watch?v=3eLDwp-ywgY

(jun/2010)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hot Chicks in a King Crimson concert....priceless!!!!

Aldo enviou o link abaixo, que é realmente "priceless".

Já vi bastante o TONY LEVIN em shows do PETER GABRIEL (ao vivo e em DVD), e aqui ele (mais uma vez) arrebenta.

É sempre um prazer ver BILL BRUFORD, dispensa comentários.

Minha surpresa foi o papel secundário de ROBERT FRIPP, quase um coadjuvante; ADRIAN BELEW toma a frente do KING CRIMSON.

A música SLEEPLESS é do disco THREE OF A PERFECT PAIR, de 1984, que é tocado exatamente por estes mesmos músicos.

Quanto às "hot chicks"... check for yourself!

Valeu, DinossAldo!

http://www.youtube.com/watch?v=YLxLqkCTFBY&feature=related

(jun/2010)

segunda-feira, 22 de março de 2010

MG: O Dia em que eu fiquei Velho

DREAM THEATER, CREDICARD HALL (SP), 19/mar/2010.

Sempre disse que se só tivesse mais duas horas de vida eu quereria assistir a um show do DREAM THEATER. Pois por pouco não passo tais últimas duas horas de vida engarrafado na Marginal Pinheiros indo para o show... Graças a uma greve de professores que fechou a Avenida Paulista (como se uma coisa desse direito à outra), o trânsito paulistano ao longo da sexta-feira foi ainda mais caótico do que o habitual. Show marcado para as 22hs (na vez anterior em SP, o DT entrara no palco meia hora ANTES do horário!), Ane & eu saímos de casa às 20h30m - para ficarmos PARADOS na Marginal por mais de 100 minutos, cada vez considero mais incompreensível que alguém possa efetivamente GOSTAR desta Cidade onde os engarrafamentos não podem parar.

Felizmente desta vez o DT foi compreensivo. Mesmo já passando de 22hs, a fila da Platéia no lado externo do Credicard Hall era descomunal, serpenteando pelo estacionamento. Cambistas abordavam: -"Ingresso sobrando, eu compro!". Minha 5ª vez defronte do DREAM THEATER. A primeira foi no início dos anos 90, quando fariam uma World Tour e vieram fazer um aquecimento, um "ensaio geral" no IMPERATOR, no Méier (RJ), pois eram quase desconhecidos no Brasil. Fui sózinho (é óbvio) e assisti a uma das maiores execuções de Progressive Metal de minha vida, eles tocaram descompromissados, soltos e se divertindo por mais de 3 horas.

A 2ª e 3ª vezes foram no Credicard Hall em dois dias seguidos em 10 e 11 de dezembro de 2005, quando fizeram o show que batizei de "Dream Theater em 4 atos": no sábado, hora e meia, intervalo, e mais hora e meia; e idem no domingo, hora e meia, intervalo e mais hora e meia, totalizando SEIS HORAS de um show absurdamente arrasador.

A 4ª performance foi no estacionamento do mesmo Credicard Hall em dezembro/2008, o tal show em que entraram meia hora mais cedo. Foi a primeira vez que Ane os viu, e embora normalmente reservada, ela ficou boquiaberta com a massa sonora, e não consegui evitar que escapassem comentários -"Caralho!!!" umas 20 vezes ao longo do espetáculo.

De forma que estava excitado com o evento, a ponto de comprar camarote para ver tudo - uma vez que show de Metal prima pela altura dos headbangers. Desta vez, como no Imperator, nenhum conhecido compareceu.

Início às 22h40m. Visão perfeita, inclusive da massa compacta na Pista, que mais parecia uma maremoto do inferno com os condenados urrando e brandindo os braços erguidos. O que não impediu o comentário de Ane: -"Lá em baixo é mais legal... apesar do perrengue...". É verdade, para quem está acostumado à Pista, a impressão do Camarote nâo deixa de ser algo como estar assistindo a um mega DVD em ultra-high-definition.

O teclado é curioso, apenas um único keyboard engastado em uma estrutura que gira, e assim Mr. Jordan Rudess fica rodando e pode ficar de frente para o que quiser ao longo do show. Ele porta uma enorme barbicha branca de bode, que Ane classificou de "nojenta".

Muitas músicas do último disco, poucas que eu conhecia, mas TODO MUNDO cantava junto, inclusive muitas Mulheres. Uma grande diferença em relação ao AEROSMITH, STONES, THE WHO ou KISS, que não podem tocar nada novo, são escravos do repertório antigo, escravos dos preguiçosos fãs antigos. Aqui não, a platéia é composta por fãs vivos de uma Banda viva.

Um dos pontos altos da Banda para mim é o excepcional baixista John Myung, o "japa". O volume do baixo - muitas vezes distorcido, eletrônico, pedalado ou tratado - faz estremecer as paredes do recinto. Foi ele o responsável pela maioria dos "caralhos" de Ane no show passado.

Mas da mesma forma que o AEROSMITH em sua última gig no Brasil, também o DT tocou muitas babas. Não adianta, este é o Destino, até o DREAM THEATER acaba em baba, babas progressivas, "if I die tomorrow / the spirit carries on", convenhamos, já tinham tocado isto da última vez, eu queria ver ESPORRO!...

Não gostei dos graphics projetados nos telões, muito fracos. O cenário também era pobre: alguns trapos de cortinas dependurados. Ou seja, visual bastante meia-boca... se bem que todos os demais gigs que vi do DT foram assim também.

Felizmente fui recompensado com uma rara execução de PULL ME UNDER. Jordan Rudess vem para a frente do palco portando um portable keyboard em formato de guitarra ("teclado de algibeira", segundo Andre VASCO'n'cellos), e começa um genial duelo com o guitarrista John Petrucci. John gosta de se ouvir: ele toca cercado por amplificadores valvulados que lhe redirecionam o próprio som. Seus solos não são memoráveis; os riffs sim, os solos não, prefiro-o fazendo barulho e levação de som. Um guitarrista pesado que acha que é progressivo.

Com 1h25m de show, o vocalista James Labrie (gorducho, cabelo louro e cavanhaque preto, continua parecido com a Madame Mim) anuncia um "goodnight Sao Paolo!". É claro que é fake, mas a platéia brasileira nunca aprendeu a pedir bis em show, e o silêncio que envolve o palco vazio é quase constrangedor. Como sempre o puta baterista Mike Portnoy volta com a camisa amarela da seleção brasileira, e toca de pé.

Às 00h27m termina o show, sob ovação. Os músicos parecem deslumbrados, Portnoy entrega algumas baquetas de mão em mão, saca o microfone e grita: -"OBREE-FUCKIN-GADO!", a platéia delira.

Mas... não sei. As muitas babas me cansaram. Já vi o DT 5 vezes; os STONES 4 vezes, o AERO 3 vezes, IGGY 4 vezes, KISS 3 vezes, JETHRO 5 vezes, Udois 3 vezes, até o rush eu já vi. Me recusei a ver QUEEN com Paulo Ricardo Rodgers, imaginei que passaria o show inteiro consultando o relógio e pensando "quanto tempo falta para acabar isto". A tendência é que tal feeling venha a acontecer cada vez mais, as Bandas vão se tornando covers de si próprias, os shows vão se enchendo de babas.

Ou então eu é que vou ficando Velho...

(Nota - na saída, a Marginal estava novamente engarrafada!, desta vez no sentido inverso, de retorno. A ponto de uma jamanta - aquelas cegonheiras que carregam carros novos - dar MARCHA A RÉ EM UMA AGULHA para sair da pista expressa para a local!!! E passamos mais uma horinha dentro do carro, apenas para fazer um trajeto de 8km na "Cidade que não pode parar"...)

(mar/2010)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Show do Coldplay (SP, 02/mar/2010)

Fui ao show como convidado, ou seja, esquema mega-vip. Nos encontramos na Mercearia do Joquei, comida e open-bar, recebemos kit personalizado (capa de chuva) e fomos de vans para o estadio. Ficamos no setor laranja, arquibancada superior em uma outra área vip, com mais comida e open-bar ! A contra-partida é que voce fica a meio milhao de quilometros do palco, ou seja, vai ver pouco e o que sobra é o som.

Publico super na boa. Muitos casais e muita mulher. Estavam animadissimos e ha, de fato , uma legiao de fas da banda.

O show foi bom, longe de espetacular . Apesar de eles serem muito bons o grande ponto é o tipo do show. O som é mais intimista, romantico. Ou seja, nada a ver com o Morumbi. De fato, um show desses em mega-estadio, fica bem comprometido. Mas isso nao é culpa da banda nao, é a porcaria do paizeco em que vivemos e que é tamanha carencia de eventos que qualquer um com um pouco mais de nome, que venha para cá, seja AC/CD, Beyonce ou Coldplay, lota a porra do estadio e, ao final de contas, isso é business (apenas para lembrar) .

Finalmente, e retomando discussao desse arguto grupo, nao ha realmente como classifcar a banda por Pop. Vamos la: os caras tem competencia musical, nao se apoiam em recursos de dança ou excesso de "pirotecnia" para camuflar falta de competencia tecnica, tocam muito bem coordenados e todos os 4 elementos tem participacao musical ativa, as letras e metricas das musicas nao tem repeticoes exaustivas e simples (quase lembrando jingles), típicas do pop, nao usam de sensualidade para se mostrar, enfim, sao uma banda de verdade.

Enfim, valeu a pena ter ido no esquema que fui, continuo gostando da banda e da sua musica, mas nao iria a um show deles, de novo, no Morumba. Lá é lugar para coisas bem mais fortes.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

MG: Alice Cooper - Brutal Valentine

PSYCHO-DRAMA
CREDICARD HALL, 12 de junho de 2007

“This won’t hurt... much!”

Faltando 4 dias para meu 51º aniversário, sou brindado no Dia dos Namorados com uma apresentação de TIA ALICE COOPER no CREDICARD HALL, em São Paulo. A Srta. A e eu nos dirigimos ao local nos entupindo de champanhe no gargalo, e ouvindo KILLER de cabo a rabo em volume terminal no trajeto.

Tia Alice foi o primeiro “gig” internacional que assisti, em 1974. Na época ele estava em transição de banda, e excursionando com a “equipe” de Lou Reed além de seu time de estrelas. Assim, (pelo que me lembro) o show da época contou com nada menos do que QUATRO guitarristas: os originais Michael Bruce e Glen Buxton (que morreu em 1997), e mais o suporte luxuoso de Dick Wagner e Steve Hunter (someone please confirm). Assisti tanto ao show intimista no Canecão como o do Maracanãzinho.

Passados 33 anos, o público era o melhor possível, com gente de todas as idades, lotação média, espaço para deslocamentos, dança e aproximação do palco, as poltronas liberadas para quem quisesse subir e ter visão panorâmica. Muitos rockers com a pintura clássica de Alice nos olhos e cantos da boca. Um metaleiro usava uma camiseta escrita “BRITNEY WANTS ME”. E nas costas: “... DEAD”. Fomos cumprimentá-lo e indagar se tinha mandado fazer, o que ele confirmou (Alice usou esta camiseta na excusão “Brutally Live” de 2000). E antes do início do show, um gaiato desfilava pela pista gritando:
- “TODO MUNDO QUE ESTÁ DE CAMISA PRETA É VIADO!!!”

Às 22h00m as luzes se apagam, e as luzes por trás de uma imensa tela que escondia o palco projeta o contorno do próprio, de cartola e bengala. A banda ataca de IT’S HOT TONIGHT, a platéia uiva, e um SEGUNDO contorno sombreado de Alice começa a brigar com o primeiro. A primeira sombra, que fora ovacionada, é derrotada. Tínhamos ovacionado a Alice errada... A segunda se ergue, sobe a tela-cortina, e começa o delírio. Alice brinca com a bengala como o legítimo mestre-de-cerimônias que é.

A formação é clássica e essencial: dois guitarristas, baixo e o melhor baterista que se possa imaginar: ERIC SINGER, que há tempos excursiona também com o KISS (quando eles deixam de lado a ganância e o makeup). Alice sempre soube escolher muitíssimo bem sua banda, e se atualmente não excursiona mais com os guitar players Ryan Roxie e Bob Marlette, encontrou substitutos à altura nos afiadíssimos Keri Keller e Jason Hook.

O set list é impecável – creio que não cheguem a existir 10 bandas que possam se servir de um repertório tão espetacular. A segunda música é NO MORE MR. NICE GUY o que conquista de vez a platéia. Eu já começo a chorar na terceira, UNDER MY WHEELS (do obrigatório KILLER de 1971). Emendam I’M EIGHTEEN e aí o choro já é convulsivo, telefono para Gloug, para Garcia, para Lolota e para Mamãe. Somos brindados com IS IT MY BODY? e em seguida a única música do show que não conheço, provavelmente do último disco DIRTY DIAMONDS que é um dos pouquíssimos que não tenho (devo ter uns 12 álbuns da Titia). A banda assume a postura clássica de rock’n’roll no palco, os dois guitarristas e o baixista em linha jogando a cabeça para a frente e para tras, arrebentando nos riffs, e no meio deles Alice destroçando no vocal e mise-en-scène. Estou no banheiro urinando champanhe quando ouço os arrasadores acordes iniciais de LOST IN AMERICA, e enquanto pulo descontrolado (na pista, não no banheiro) telefono para Gustavo que me apresentou ao excelente THE LAST TEMPTATION, de 1994.

O set list é brutal, um fino deleite para quem conheça o trabalho de Vincent Damon Furnier: BE MY LOVER, que jamais pensei ouvir ou ver ao vivo; RAPED AND FREEZIN; LONG WAY TO GO (!!!); MUSCLE OF LOVE; PUBLIC ANIMAL #9; DESPERADO; a inacreditável HALO OF FLIES, talvez a melhor música de todos os tempos; ainda por cima executam uma versão de mais de 10 minutos, com uma seção rítmica com os dois guitarristas abandonando seus instrumentos e também tocando bateria sob luz estroboscópica, ou seja, TRÊS bateristas e mais o baixo, seguida pelo solo de bateria do monstro Eric Singer (ainda bem que a PORRA do Peter Criss foi embora do KISS, eu sempre achei que a bateria era suspensa no show deles para evitar que “O Gato” fosse apedrejado com bosta). Como li certa vez no site da CDNOW: mesmo que o KILLER não fosse o álbum magistral e irrepreensível que é (de minha parte, foi simplesmente o disco que me fez gostar de música), ele já seria obrigatório pela simples presença de HALO OF FLIES. Por mim o show já poderia terminar aí mesmo...

Mas não. Seguiram-se WELCOME TO MY NIGHTMARE (com teatro de seres sem face, inclusive uma noiva!), COLD ETHYL, e com 1 hora de show uma balada: ONLY WOMEN BLEED. Alice dança com uma boneca vestida de Enfermeira, bate nela, a joga nas escadarias do palco, de repente não é mais uma boneca mas sim uma loura linda e gostosa que dança balé pelo palco. Pois Alice continua a estapeá-la no rosto até que ela o interrompe segurando-lhe a mão, para delírio da platéia. A música acaba e emenda com STEVEN e então DEAD BABIES, quando Alice empurra um carrinho preto de bebê. Ele tira o bebê do carrinho, o ergue nos braços, a platéia não consegue ser mais ensurdecedora do que já está sendo, Alice coloca o bebê de volta no carrinho, crava-lhe uma estaca no peito, dá marretadas, e finalmente ergue o bebê em triunfo, segurando-o pela estaca atravessada. Entram médicos de preto sem face e colocam uma camisa de força no vocalista enquanto a banda toca THE BALLAD OF DWIGHT FRY do também obrigatório LOVE IT TO DEATH, também de 1971. A versão é longa, pesada, espetacular! Emendam um extrato de DEVIL’S FOOD, Alice fugiu da camisa de força e do palco, os médicos o procuram. Começa KILLER e uma gigantesca forca com patíbulo adentra o palco. Alice foi capturado, e será enforcado, o que efetivamente acontece ao som ensurdecedor daquele ZZZZZZZZZZZZZZ de guitarras distorcidas ao final da música. A platéia está totalmente enlouquecida, um show inacreditável. A Srta A está emocionada e sorridente, descobriu que show de Rock pesado pode ser o máximo, como é bom se descobrir metaleira. Chegamos perto dos músicos, passamos o show passeando pela pista e chegando bem próximo ao palco, às vezes vamos para trás e subimos para a privilegiada vista das cadeiras que hoje estão liberadas, e de onde se vê tudo; depois descemos novamente para dançar, os seguranças estão particularmente carrancudos mas hay que enfrentá-los, it’s only rock’n’roll but we need it! O corpo enforcado de Alice é retirado do palco ao som de um extrato de I LOVE THE DEAD cantado pelo guitarrista. Alice reaparece de blaser branco, cartola branca e bengala, e põe a platéia para cantar e pular com SCHOOL’S OUT. Enormes bolas de borracha são jogadas para lá e para cá pela audiência, e quando chegam ao palco são espetacularmente furdadas por Alice que a esta altura maneja uma espada de pirata, causando explosões e chuva de confetes. É o fim do show, às 23h24m.

Mas é claro que tem encore: em BILLION DOLLAR BABIES Alice brande a espada cheia de dinheiro cravado, e joga as notas para a platéia (ele faz isto desde sempre, durante décadas eu guardei as notas que peguei naqueles shows de 1974). Segue-se POISON e a reação entusiasmanda da platéia me surpreende, pois é uma música de 1989 (disco TRASH) e não a imaginava tão conhecida. E o final antológico com ELECTED, estamos bem perto do palco enquanto Alice discursa:
- “I know we have problems in Curitiba; I know we have problems in Belo Horizonte; I know we have problems in Rio; but frankly... I DON’T CARE!”
, enquanto figurantes carregam cartazes escritos “He doesn’t care”, “Wild Party”, “School’s Out”, etc. Em campanha presidencial, Alice sacode a bandeira do Brasil, e chegamos ao final de 100 minutos eletrizantes de Rock’n’Roll.

Eu teria escolhido – ou melhor, acrescentado – algumas músicas mais recentes, pois os últimos discos da Titia – especialmente a trilogia BRUTAL PLANET / DRAGONTOWN / THE EYES – são fenomenais. Para quem perdeu o show resta perseguir o Homem mundo afora, ou então se deleitar com o dvd BRUTALLY LIVE.

Sempre marco encontro com a galera junto aos palcos, no final de qualquer show, pois é sempre fácil chegar lá. Mas neste caso não foi: a pista junto à boca do palco estava ENTUPIDA de gente mais de 10 minutos após o término. Um fã chegou a invadir o palco, pegar alguma coisa, fazer um stagediving e se perder no meio da massa enquanto os seguranças ficavam putos e apontando inutilmente de cima do palco... Fui lá para a frente para tentar pegar alguma nota do dinheiro, mas o pessoal se acotovelava em busca de souvenirs de... Eric Singer! Ouvi o seguinte diálogo entre dois pitbulls, um dos quais com uma baqueta na mão:
- “Pago QUALQUER COISA por esta baqueta!”
- “Não vendo por dinheiro NENHUM!”
- “Pôrra, eu sou fã do cara desde o BADLANDS!...”
- “ Eu TENHO uma música chamada Badlands!!!...”

O público era de todas as idades, mas qual seria a reação dos mais novos frente a tal avalanche sonora? Ainda na pista, entreouvi de um vintagenário:
- “Puta que o pariu, QUE SHOWZAÇO!!!”
Uma descrição que sumariza tudo o que vivemos neste Valentine.

Outra medida do sucesso da gig foi a enorme quantidade de gente que se aglomerava em frente ao stand de venda de camisetas na saída. É muito raro ver tanta gente comprando camiseta depois do show. Uma dica quanto às camisetas é a loja CONSULADO DO ROCK nas GRANDES GALERIAS (atualmente mais conhecidas como GALERIA DO ROCK). A CONSULADO produz as camisetas oficiais de muitos shows; tem ótima qualidade, belas estampas e bons preços – principalmente se você adquirir as peças diretamente nas GALERIAS.

O mundo pode ser dividido entre as pessoas que já viram Alice Cooper e Eric Singer ao vivo, e as que não viram.

(jun/2007)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Chan Marshall rules!

SHOW IMPECÁVEL EM SAMPA

Cat Power é “one of a kind”. Realizou um show irretocável e surpreendente.

Eu estava com muito medo de ter que aguentar um show lento e introspectivo por duas horas, mas a surpresa foi a capacidade que ela tem para usar aquela voz impressionante e manter um clima de atenção constante. Dá para dizer, inclusive, que ela mantém um clima de tensão constante porque leva as músicas de uma forma que eu fiquei com a impressão que algo grande e devastador estava na iminência de acontecer. Ela é contida, emotiva e canta de forma única, como se falasse a letra, mas sabendo exatamente as notas que tem que ser acertadas na cabeça para dar sentido e intensidade à interpretação.

Não só cantou versões muito pessoais de músicas como “House of The Rising Sun”, “Sea of Love”, “New York”, como conseguiu fazer interpretações renovadas de suas próprias e manjadas (pelos indies, pelo menos) canções, como “The Greatest”, “Moon” e “Lived In Bars”. Nessa última, ela mudou o andamento do final da música e a banda acompanhou, terminando uma canção estilo Tom Waits numa virada improvisada muito para cima. Falando em andamento, a noção de ritmo que ela tem é absurda. Ela se move para a frente e para trás o tempo todo marcando o ritmo enquanto canta lentamente, levando tempo para transmitir cada sílaba.

A banda Dirty Delta Blues foi um caso à parte. Vale buscar outras coisas deles. Não só trouxeram texturas e viagens fantásticas como sabiam se conter sob a voz dela e pirar no momento certo para compor o clima necessário e crescer a execução das músicas.

No final da última música ela explodiu em uma alegria de dever cumprido, distribuindo rosas brancas para os que se aglomeraram na beira do palco, cumprimentando e dando autógrafos, bem diferente da moça arisca que ficou fugindo dos holofotes durante o show, como se quisesse esconder, no escuro, o próprio sentimento que transmitia.

André - 23/07/2009

Radiohead no Brasil

Mr Guedes(s), Mr Martinelli e demais seguidores, como debut neste prestigioso blog, vou recapitular minhas experiências no show do Radiohead, que rolou em março de 2009.

Caros,

A despeito das tentativas muito eloqüentes de Mr. Guedes para me convencer a não ir ao Radiohead, fui.

Ainda estou sob efeito da viagem, mas posso dizer que está entre os melhores shows que já presenciei. Mesmo confessando não conhecer uns 70% do que eles tocaram. Tenho Pablo Honey, The Bends (meu preferido), OK Computer, Kid A e Hail to the Thief e, mesmo assim, não conhecia a maior parte das músicas. Talvez seja porque eu tenha uma dificuldade de entender o som e encaixar em alguma coisa conhecida. Eles são naturalmente desencaixados e mesmo assim já venderam muito disco.Mas eu estava só na minha ignorância porque o público cantou o show inteiro.

Antes de falar da música, há de se fazer um preâmbulo sobre palco. Simplesmente fantástico, com tubos luminosos gigantescos pendendo sobre a banda que simulavam texturas, chuva, velas e sei lá mais o que. Além disso, os telões mostravam ângulos completamente estranhos da banda: pés pisando em pedaleiras, microfones solitários nos quais uma cabeça surgia de quando em vez, braços de guitarra. Não era um telão para acompanhar o show caso você não tivesse boa visibilidade do palco. E falando em visibilidade, cheguei à conclusão que a geração que curte Radiohead é uns 10 cm maior do que a geração que ouve Stones, dada a dificuldade para enxergar o palco.

No quesito música, eles surpreendem muito. As músicas soam muito melhor ao vivo do que em estúdio. Os caras realmente tocam bem. Fiquei muito impressionado com a pegada do baixo e bateria, extremamente coesos e consistentes. Infelizmente fiquei muito longe do Jonny Greenwood, um dos esquisitões da banda, o cara que ganhou o Urso de Ouro pela trilha sonora do filme “Sangue Negro”. O cara consegue se divide entre a guitarra, de onde consegue passar de um solo fantástico e etéreo a um barulho infernal em segundos, e uma mesa e pedaleiras cheias de efeitos. No fim do show o cara sampleou a própria banda e fez algo como um remix, ali, sentado no chão do palco. Ele é o cara que realmente consegue dar forma para o som da banda, consegue transformar as viagens e os miados de Thom em algo musicável.

O vocalista, líder e vencedor por vários anos seguidos do título de vocalista mais estranho do mundo, Thom Yorke, fez o que se esperava dele. Foi esquisito prá cacete! Cantou sofrido, fez caretas, ajoelhou-se para agradecer a platéia brasileira e tocou pulando pelo palco. Mas também conseguiu criar climas fantásticos, trazer interpretações novas para músicas já manjadas. É realmente impressionante ver em determinados momentos 30.000 pessoas em silêncio reverente, de boca aberta, marmanjos chorando... Mas fiquei com a impressão que o cara se acha o melhor do mundo. Ou melhor, ele não se acha, ele tem certeza!

Grandes momentos – “Paranoid Android”, “Karma Police” (30.000 pessoas embevecidas cantando “I lost myself” como se a melancolia fosse a coisa mais bonita do mundo), “Fake Plastic Trees” e, é claro “Creep”.

Kraftwerk valeu pelo lado antropológico. Chato prá cacete, música dançante feita prá dormir. Ok (computer), eu não gosto de música de computador mesmo!

Acho que é isso.

Abraço a todos.

André (23/mar/2009)

MG: Roger Hodgson 2008


Graças ao Sr. André VASCO-ncellos, que nos conseguiu pulseiras VIP, fomos Estrella & Debora e Ane & eu ao Evento São Paulo Moto Festival (vulgo '2 Rodas e Muitos Decibéis'), no Autódromo de Interlagos na noite de sábado 06/set/08.

Agradeço a insistência de Mr. Star para que eu fosse de moto apesar da ameaça de chuva (que nos orvalhou em determinados momentos). Podia-se estacionar as motos em frente às lojinhas e tendas ao longo da pista de Interlagos, no melhor 'estilo faroeste', quando se prendia o cavalo em frente aos estabelecimentos. Até a Polícia estava de moto, deixando-as estacionadas em formação e com as luzes piscando, em um feérico espetáculo. Algumas brigas de gangues de motoqueiros (incluindo facadas, tiros e feridos) trouxeram alguma apreensão ao longo da noite. O lugar não estava nem perto de cheio, o que nos propiciou excelentes localizações no open-air, inclusive em uma elevação ('morrote') do lado esquerdo do palco.

O show de ROGER HODGSON foi mágico. Ane descobriu 'que não gostava de Supertramp, mas sim do Roger Hodgson!'. Como é comum em suas gigs, ele estava todo vestido de branco, e com diversas plantas e árvores espalhadas pelo palco. Simpaticíssimo, escreveu e leu (ou ao menos tentou) a introdução de diversas músicas em português. Quando a platéia cantou 'ê-ô, ê-ô, Ro-ger, Ro-ger', ele acompanhou ao violão! Comunicativo, acessível, alto astral e com um setlist de deixar todo mundo flutuando feliz e com ótimo humor.

início: 23h45m

1. Take the Long Way Home ('Breakfast In America')
2. Give a Little Bit ('Even in the Quietest Moments')
3. Hide In Your Shell ('Crime Of The Century') (“What will you gain / making our life a litle longer?”- minha favorita; a música que me fez gostar de Supertramp)
4. You Make Me Love You (do solo 'Hai Hai')
5. Easy Does It ('Crisis? What Crisis')
6. Sister Moonshine ('Crisis? What Crisis')
7. Breakfast In America ('Breakfast In America')
8. A Soapbox Opera ('Crisis? What Crisis') (também é a minha favorita, a mais progressiva que Mr. Hodgson já fez; aliás, ele a apresentou como 'one of my favorite songs')
9. Logical Song ('Breakfast In America')
10. Along Came Mary (do solo 'Open The Door')
11. The More I Look (tb do 'Open The Door')
12. Don't Leave Me Now ('Famous Last Words')
13. Dreamer ('Crime Of The Century')
14. Fool's Overture ('Even in the Quietest Moments')
ENCORE
15. School ('Crime Of The Century'; um baixo devastador no trecho “Maybe I’m mistaken / expecting you to fight...”)
16. It's Raining Again ('Famous Last Words')

final: 01h15m