E lá estávamos nós, a paulista/carioca SF, o casal FM & DB e eu no Credicard Hall, camarote do Citibank, matinê "É O Tchan" no Dia das Crianças.
Um show - sou forçado a confessar - além das expectativas (que eram muito baixas). São 12 (DOUZE!) músicos, 4 vocalistas e 3 dançarinos, com um palco bem produzido simulando uma selva. Muito boa qualidade de execução das músicas, um passeio por ritmos brazilianistas, turista com certeza vai amar. Os dançarinos participam de mais ou menos metade das 2 horas de show. É contagiante, e a platéia se esbaldava em fazer a ginástica ritmada comandada pelas dancers.
Bebidas alcoólicas não eram permitidas - Ms. SF teve que se contentar em acompanhar castanhas de caju com água! - mas músicas falando em Bunda, Mão Boba explícita aqui, ali & acolá (com gesticulação a caráter) e mais toda a espécie de referência sexual - ah, isto pode.
Embora os movimentos sejam semelhantes, a Sheila morena dança com muito mais graça e sensualidade do que a Scheila loura. Mas quando Ms. Carla Perez foi chamada ao palco com sua roupa branca colante brilhante - arrasou! Ela dança muito, perto dela as outras não existiam.
Cabe aqui um comentário sobre Ms. Perez: as mulheres reclamam que ela é feia, baranga, etc. Pois é justamente este o seu mérito! Ela é a prova que uma mulher não precisa ser uma Barbie, uma Top Model ou uma Miss para ser um símbolo neste país do lado de baixo do Equador. Ela deveria ser reverenciada principalmente pelas próprias mulheres.
Um show recomendável, principalmente se for em um camarote com atendimento vip, banheiro particular e sala com TV e ar condicionado; ou se tiver álcool; ou para levar turista.
(out/1999)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
MG - Pacaembu em Transe: Deep Purple e Sepultura (2003)
(Kaiser Music, Estádio do Pacaembú, São Paulo, 20 de setembro de 2003.)
Serei eternamente grato pelo precioso empurrão de Mr. Gloug Guedes, que me levou ao open air do Deep Purple no Pacaembu, São Paulo City.
Consegui ingresso privilegiadíssimo, melhor impossível. Estabeleci-me a circa 10 metros do palco, naquele lugar que se você chegasse 8 horas antes do show e escolhesse “É este!”... seria ali. O esquema de cadeiras na pista gera este tipo de privilégio. Visão perfeita, e na boca do palco nem estava tão cheio. Bem... até que começou o show do Sepultura...
Terra em transe. Quem nunca viu o Sepultura ao vivo – e a 10 metros de distância em um estádio lotado – não tem dados para dizer que não gosta de Sepultura. É irresistível: tribal, furioso, energia e eletricidade incontidas, ritmo enlouquecedor, guitarras extasiantes, limpas (!). Agumas socialites do camarote da Kaiser atrás de mim tinham pulado a mureta e estavam a meu lado, e descobriam que seus longos cabelos eram iguais aos dos músicos, e que poderiam sacudí-los como eles, e dançar como eles, e se esbaldavam! Imagine a cena: socialites hiper produzidas dançando ao som do Sepultura e sacudindo suas cabeças como legítimas headbangers!...
A massa delirava, e a área VIP Premium onde eu e aquele monte de socialites estávamos foi furiosamente invadida. A partir daí, a situação chegou a ficar perigosa: cadeiras eram arrancadas e arremessadas para cima, ou então empurradas, prendendo as pernas de quem estava ali na frente; as rodas de pogar se formavam com extrema violência, a galera sem camisa se empurrando, chutando e socando puxada pela ferocíssima música, e a pancadaria chegava muito perto (minhas reverências a Mr. Fabio Star, a única pessoa que conheço que já enfrentou um pogar – show dos Raimundos, abertura para Aerosmith, Praça da Apoteose, RJ, no gargarejo – macho paca!).
O Sepultura está em excepcional forma. Andreas captura os desejos da massa e faz com a guitarra exatamente o que se espera dele, ou seja: tudo e mais um pouco. Não houve um único acorde fora do lugar, a altura ensurdecedora era perfeita, o ritmo contagiante, a polícia tentando timida e inutilmente botar alguma moral nas rodas, debaixo das queixas das socialites assustadas porém dançando ensandecidas. Em momentos distintos Mr. Kisser tocou a intro de “Dazed & Confused” arrancando todos os arrepios e emoções possíveis da galera, e mostrando que o Zeppelin é eterno mesmo para gente nova; e também o start de “Lazy”, anunciando ser uma honra para o Sepultura abrir para o Purple. Quem gosta de guitarra – e mesmo quem não gosta – pode imaginar o que seja a ensurdecedora guitarra do Sepultura tocando “Dazed” e “Lazy”. Não tem preço. Não tem arterioesclerose nem mal de Alzheimer que possa algum dia arrancar isto da cabeça de quem lá esteve.
Derrick Green está parecendo uma caveira preta, enorme, gigantesco, uma cordilheira de músculos, um hulk preto com olhos permanentemente esbugalhados e dreadlocks nos cabelos que vão abaixo da cintura. Presença fortíssima, arranhou algumas palavras em português, até quando ele fala “Um, dois, três, quaaaaatro” o estádio treme com sua voz gutural. Impecável.
Quando descobri Igor Cavalera, não mais consegui desgrudar os olhos. Uma bateria colossal, lindíssima, muito maior do que a do Purple, e ele furioso, compenetrado, ele era a música personificada, atento, não pensando em nada que não fosse socar alucinadamente os tambores. Para cada um dos milhares de acordes por segundo de Andreas, uma porrada na batera. Ser baterista de banda de metal é muito mais difícil do que ser guitarrista. Meu ilimitado respeito por Igor.
O show do Sepultura durou 80 minutos. Uma hora depois, às 0h15m, o Deep Purple entrava no palco para 100 minutos que ficarão tatuados em meu cérebro.
Entraram com as luzes acesas e calmamente assumiram seus lugares no palco sob delírio e ovação ensudecedora da platéia. A abertura do show com “Highway Star” em uma versão moderna, soberba e com um ritmo alucinante e alucinógeno mostrou em instantes que Steve Morse é a guitarra perfeita para o Purple, enterrando qualquer idéia de algum dia voltar a ver o mal-humorado Blackmore. Rest in peace, Ritchie; and do not haunt us again!... A galera cantou o solo junto com Steve Morse, foi a segunda vez que vi a platéia cantar um solo, a anterior fora no show do Kiss no Autódromo de Interlagos quando mais de cem mil pessoas cantaram o solo de “Detroit Rock City” junto a Ace Frehley e Paul Stanley em um momento realmente lindo; mas o solo de “Highway Star” é muito mais difícil.
“Lazy” trouxe gaita ao Deep Purple, Ian Gillan puxando uma gaita perfeita, como estão soltos e bem humorados, com um astral altíssimo. Platéia na mão, por muitas e muitas vezes um emocionado Gillan agradecia – “You are amazing”, “You are unbelievable”, “You are fantastic”, “Thank you, thank you, thank you”. Somos nós que agradecemos, Mr. Gillan.
Eu temia que o Purple só fosse tocar coisa antiga, quebrei a cara: banda ativa, viva, lançando discos, tocando coisas novas, todas irresistíveis, ritmo fenomenal, envolvente. “Perfect Strangers” é cada vez mais progressiva. Steve Morse junto à cozinha do Purple palco desfilou uma sucessão de riffs antológicos, começando por “Sweet Child o’ Mine” em uma versão que nos levou todos às lágrimas, emendando com uma “Gimme Shelter” viril e soberba – se Keith Richards ouvisse, mudaria sua forma de tocá-la – depois o solo de “Stairway to Heaven” (Gloug informa que no Rio foi “Whole Lotta Love”), emendando com “Day Tripper” (in Rio, “Here Comes The Sun”) e então... “Smoke on The Water”!!! Versão ultra moderna, ultra ritmada, eu não acreditava no que via e ouvia, chorava e perguntava ao fã a meu lado que tudo conhecia – e que já estava pegando uma das socialites bebadas – “O quê é istooooo?”. Eu não acreditava. “Eu não acredito!”. Marcio em transe.
A versão ainda mais radical e descerebradamente rocker de “Space Truckin’ ” deixou a massa catatônica, pulando todos em um só bloco conjunto e fazendo o Pacaembu balançar (Glauco descreve como “mortífera; soco no fígado”).
Outro momento antológico foi durante o solo de baixo. A platéia começou a urrar o ritmo de “Black Night”. Roger Glover, que está parecendo um enorme gnomo, está igual ao Ian Anderson, foi para a frente do palco e começou a tocar acompanhando a massa. Os músicos ficaram em silêncio e a massa berrava o riff. Pois em uma das paradas e reentradas, a banda entrou junto! E tocaram a mais emocionante versão de “Black Night” de todos os tempos, acompanhados por mais de cem mil bocas ululantes e pares de olhos lacrimejantes.
Na lateral do palco, entre várias gostosas que rebolavam, Jô Soares de camisa amarela fumava um cigarro. Talvez estivesse lá para tentar se redimir da entrevista levada ao ar na véspera, provavelmente a mais bisonha de toda a sua carreira. Ele fez as mais despreparadas perguntas de todos os tempos: “’É a primeira vez que vocês vêm ao Brasil?” “Não, é a trigésima quarta” respondeu Roger Glover (o Deep Purple tem 34 anos de carreira). “É verdade que ‘Deep Purple’ era a música favorita da avó de Ritchie Blackmore?” perguntou ele, ignorando tratar-se de um desafeto da banda. “Não sei, nós não lembramos” respondeu Ian Paice. E muitas outras no mesmo (baixo) nível. Chegou a dizer ao Ian Paice: “Você é o membro da banda com quem eu mais me identifico: é gordo como eu”...
Não vou a um show no Brasil sem sair com a mesma impressão de sempre: platéia brasileira não sabe pedir bis. Pedem com pouco “punch”, com pouco tesão, acham que “já está incluso” no pacote, que é obrigação da banda. Pedido muito chocho. Resultado: as bandas voltam pouco.
Existem uns 20 shows que classifico com “um dos melhores 5 shows de minha vida”. Iggy, Jethro, Plant & Page, Dream Theater, INXS, RPM, Barão, Blitz (na chuva), Fish, Guns, Queen, Kiss (em 85), e muitos etcs. Bem o do Deep Purple se encaixa nesta categoria: foi um dos 5 melhores shows de minha vida. Estarei em todos os shows que eles vierem a fazer por aqui. Mais uma vez fui a um mega-show sozinho; mais uma vez eu era o mais velho, o que não mais me surpreende: “Still Crazy After All These Years”...
Serei eternamente grato pelo precioso empurrão de Mr. Gloug Guedes, que me levou ao open air do Deep Purple no Pacaembu, São Paulo City.
Consegui ingresso privilegiadíssimo, melhor impossível. Estabeleci-me a circa 10 metros do palco, naquele lugar que se você chegasse 8 horas antes do show e escolhesse “É este!”... seria ali. O esquema de cadeiras na pista gera este tipo de privilégio. Visão perfeita, e na boca do palco nem estava tão cheio. Bem... até que começou o show do Sepultura...
Terra em transe. Quem nunca viu o Sepultura ao vivo – e a 10 metros de distância em um estádio lotado – não tem dados para dizer que não gosta de Sepultura. É irresistível: tribal, furioso, energia e eletricidade incontidas, ritmo enlouquecedor, guitarras extasiantes, limpas (!). Agumas socialites do camarote da Kaiser atrás de mim tinham pulado a mureta e estavam a meu lado, e descobriam que seus longos cabelos eram iguais aos dos músicos, e que poderiam sacudí-los como eles, e dançar como eles, e se esbaldavam! Imagine a cena: socialites hiper produzidas dançando ao som do Sepultura e sacudindo suas cabeças como legítimas headbangers!...
A massa delirava, e a área VIP Premium onde eu e aquele monte de socialites estávamos foi furiosamente invadida. A partir daí, a situação chegou a ficar perigosa: cadeiras eram arrancadas e arremessadas para cima, ou então empurradas, prendendo as pernas de quem estava ali na frente; as rodas de pogar se formavam com extrema violência, a galera sem camisa se empurrando, chutando e socando puxada pela ferocíssima música, e a pancadaria chegava muito perto (minhas reverências a Mr. Fabio Star, a única pessoa que conheço que já enfrentou um pogar – show dos Raimundos, abertura para Aerosmith, Praça da Apoteose, RJ, no gargarejo – macho paca!).
O Sepultura está em excepcional forma. Andreas captura os desejos da massa e faz com a guitarra exatamente o que se espera dele, ou seja: tudo e mais um pouco. Não houve um único acorde fora do lugar, a altura ensurdecedora era perfeita, o ritmo contagiante, a polícia tentando timida e inutilmente botar alguma moral nas rodas, debaixo das queixas das socialites assustadas porém dançando ensandecidas. Em momentos distintos Mr. Kisser tocou a intro de “Dazed & Confused” arrancando todos os arrepios e emoções possíveis da galera, e mostrando que o Zeppelin é eterno mesmo para gente nova; e também o start de “Lazy”, anunciando ser uma honra para o Sepultura abrir para o Purple. Quem gosta de guitarra – e mesmo quem não gosta – pode imaginar o que seja a ensurdecedora guitarra do Sepultura tocando “Dazed” e “Lazy”. Não tem preço. Não tem arterioesclerose nem mal de Alzheimer que possa algum dia arrancar isto da cabeça de quem lá esteve.
Derrick Green está parecendo uma caveira preta, enorme, gigantesco, uma cordilheira de músculos, um hulk preto com olhos permanentemente esbugalhados e dreadlocks nos cabelos que vão abaixo da cintura. Presença fortíssima, arranhou algumas palavras em português, até quando ele fala “Um, dois, três, quaaaaatro” o estádio treme com sua voz gutural. Impecável.
Quando descobri Igor Cavalera, não mais consegui desgrudar os olhos. Uma bateria colossal, lindíssima, muito maior do que a do Purple, e ele furioso, compenetrado, ele era a música personificada, atento, não pensando em nada que não fosse socar alucinadamente os tambores. Para cada um dos milhares de acordes por segundo de Andreas, uma porrada na batera. Ser baterista de banda de metal é muito mais difícil do que ser guitarrista. Meu ilimitado respeito por Igor.
O show do Sepultura durou 80 minutos. Uma hora depois, às 0h15m, o Deep Purple entrava no palco para 100 minutos que ficarão tatuados em meu cérebro.
Entraram com as luzes acesas e calmamente assumiram seus lugares no palco sob delírio e ovação ensudecedora da platéia. A abertura do show com “Highway Star” em uma versão moderna, soberba e com um ritmo alucinante e alucinógeno mostrou em instantes que Steve Morse é a guitarra perfeita para o Purple, enterrando qualquer idéia de algum dia voltar a ver o mal-humorado Blackmore. Rest in peace, Ritchie; and do not haunt us again!... A galera cantou o solo junto com Steve Morse, foi a segunda vez que vi a platéia cantar um solo, a anterior fora no show do Kiss no Autódromo de Interlagos quando mais de cem mil pessoas cantaram o solo de “Detroit Rock City” junto a Ace Frehley e Paul Stanley em um momento realmente lindo; mas o solo de “Highway Star” é muito mais difícil.
“Lazy” trouxe gaita ao Deep Purple, Ian Gillan puxando uma gaita perfeita, como estão soltos e bem humorados, com um astral altíssimo. Platéia na mão, por muitas e muitas vezes um emocionado Gillan agradecia – “You are amazing”, “You are unbelievable”, “You are fantastic”, “Thank you, thank you, thank you”. Somos nós que agradecemos, Mr. Gillan.
Eu temia que o Purple só fosse tocar coisa antiga, quebrei a cara: banda ativa, viva, lançando discos, tocando coisas novas, todas irresistíveis, ritmo fenomenal, envolvente. “Perfect Strangers” é cada vez mais progressiva. Steve Morse junto à cozinha do Purple palco desfilou uma sucessão de riffs antológicos, começando por “Sweet Child o’ Mine” em uma versão que nos levou todos às lágrimas, emendando com uma “Gimme Shelter” viril e soberba – se Keith Richards ouvisse, mudaria sua forma de tocá-la – depois o solo de “Stairway to Heaven” (Gloug informa que no Rio foi “Whole Lotta Love”), emendando com “Day Tripper” (in Rio, “Here Comes The Sun”) e então... “Smoke on The Water”!!! Versão ultra moderna, ultra ritmada, eu não acreditava no que via e ouvia, chorava e perguntava ao fã a meu lado que tudo conhecia – e que já estava pegando uma das socialites bebadas – “O quê é istooooo?”. Eu não acreditava. “Eu não acredito!”. Marcio em transe.
A versão ainda mais radical e descerebradamente rocker de “Space Truckin’ ” deixou a massa catatônica, pulando todos em um só bloco conjunto e fazendo o Pacaembu balançar (Glauco descreve como “mortífera; soco no fígado”).
Outro momento antológico foi durante o solo de baixo. A platéia começou a urrar o ritmo de “Black Night”. Roger Glover, que está parecendo um enorme gnomo, está igual ao Ian Anderson, foi para a frente do palco e começou a tocar acompanhando a massa. Os músicos ficaram em silêncio e a massa berrava o riff. Pois em uma das paradas e reentradas, a banda entrou junto! E tocaram a mais emocionante versão de “Black Night” de todos os tempos, acompanhados por mais de cem mil bocas ululantes e pares de olhos lacrimejantes.
Na lateral do palco, entre várias gostosas que rebolavam, Jô Soares de camisa amarela fumava um cigarro. Talvez estivesse lá para tentar se redimir da entrevista levada ao ar na véspera, provavelmente a mais bisonha de toda a sua carreira. Ele fez as mais despreparadas perguntas de todos os tempos: “’É a primeira vez que vocês vêm ao Brasil?” “Não, é a trigésima quarta” respondeu Roger Glover (o Deep Purple tem 34 anos de carreira). “É verdade que ‘Deep Purple’ era a música favorita da avó de Ritchie Blackmore?” perguntou ele, ignorando tratar-se de um desafeto da banda. “Não sei, nós não lembramos” respondeu Ian Paice. E muitas outras no mesmo (baixo) nível. Chegou a dizer ao Ian Paice: “Você é o membro da banda com quem eu mais me identifico: é gordo como eu”...
Não vou a um show no Brasil sem sair com a mesma impressão de sempre: platéia brasileira não sabe pedir bis. Pedem com pouco “punch”, com pouco tesão, acham que “já está incluso” no pacote, que é obrigação da banda. Pedido muito chocho. Resultado: as bandas voltam pouco.
Existem uns 20 shows que classifico com “um dos melhores 5 shows de minha vida”. Iggy, Jethro, Plant & Page, Dream Theater, INXS, RPM, Barão, Blitz (na chuva), Fish, Guns, Queen, Kiss (em 85), e muitos etcs. Bem o do Deep Purple se encaixa nesta categoria: foi um dos 5 melhores shows de minha vida. Estarei em todos os shows que eles vierem a fazer por aqui. Mais uma vez fui a um mega-show sozinho; mais uma vez eu era o mais velho, o que não mais me surpreende: “Still Crazy After All These Years”...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
FM: Kasabian
Distinta patota:
André Vasco, Fabio Star + Significant Other e eu fomos, sábado à noite (10/nov), devida, brutal e inesperadamente ATROPELADOS por uns moleques ingleses cabeludos, barulhentos e competentes para pênis.
Provável e simplesmente um dos melhores shows que já vi.
Não consigo imaginar melhor maneira de ser apresentado a uma banda: não sabia absolutamente nada a respeito dos caras e, após um agradável e competente show do DEVO (razão de nosso encontro, Festival Planeta Terra '07), quando arriscamos ficar pro tal show, na seqüência, só pra ver do que se tratava, assaltam-nos com um esporro inacreditável. Deve-se destacar que se tratava de Top of the Bill. Não à toa.
Guitar Glauco: apelidamos um dos guitarristas de DESTRUIDOR DE MIZINHOS. Pra evidente desespero de seu Private Roadie, que trocou cordas após CADA UMA (sem exceção) DAS MÚSICAS executadas ao longo de 90 minutos de ataque bárbaro.
Enfim, get a little taste of what hit us:
http://www.youtube.com/watch?v=-n584fbl5LU
http://www.youtube.com/watch?v=HkT0G7ewzI0
http://www.youtube.com/watch?v=vA7zZgp03PQ
http://www.youtube.com/watch?v=AoazBi4cU9s
Em tempo: Kasabian é o nome do mal-educado bando ...
Enjoy! We fukcin’ did ... a lot. E sim, a noite acabou em bloody Chocolate Shakes + Burgers! Shoul've been Fish + Chips...
Quiponróquin!
KaFabian
André Vasco, Fabio Star + Significant Other e eu fomos, sábado à noite (10/nov), devida, brutal e inesperadamente ATROPELADOS por uns moleques ingleses cabeludos, barulhentos e competentes para pênis.
Provável e simplesmente um dos melhores shows que já vi.
Não consigo imaginar melhor maneira de ser apresentado a uma banda: não sabia absolutamente nada a respeito dos caras e, após um agradável e competente show do DEVO (razão de nosso encontro, Festival Planeta Terra '07), quando arriscamos ficar pro tal show, na seqüência, só pra ver do que se tratava, assaltam-nos com um esporro inacreditável. Deve-se destacar que se tratava de Top of the Bill. Não à toa.
Guitar Glauco: apelidamos um dos guitarristas de DESTRUIDOR DE MIZINHOS. Pra evidente desespero de seu Private Roadie, que trocou cordas após CADA UMA (sem exceção) DAS MÚSICAS executadas ao longo de 90 minutos de ataque bárbaro.
Enfim, get a little taste of what hit us:
http://www.youtube.com/watch?v=-n584fbl5LU
http://www.youtube.com/watch?v=HkT0G7ewzI0
http://www.youtube.com/watch?v=vA7zZgp03PQ
http://www.youtube.com/watch?v=AoazBi4cU9s
Em tempo: Kasabian é o nome do mal-educado bando ...
Enjoy! We fukcin’ did ... a lot. E sim, a noite acabou em bloody Chocolate Shakes + Burgers! Shoul've been Fish + Chips...
Quiponróquin!
KaFabian
MG: Iggy and the Stooges e Nine Inch Nails
IGGY AND THE STOOGES e NINE INCH NAILS
FESTIVAL CLARO QUE É ROCK, MORUMBI, 26 DE NOVEMBRO DE 2005
Ainda resta uma esperança.
Quando ando pelos Shoppings, olhando vitrines e as modas que desfilam, me pego pensando que o que mais me faz falta no passado... é o Bom Gosto. Quanta saudade do Bom Gosto! Hoje, pitéus maravilhosos desfilam orgulhosas dentro de modelitos que só fazem revelar o imenso vazio de bom gosto que existe dentro de seus deliciosos corpitos e vazias cabecitas.
Mas... o one-day-open-air-festival Claro Que É Rock, em 26 de novembro de 2005 na longínqua Chácara do Jockey, um descampado além-Shopping Butantã, veio para me mostrar que AINDA RESTA UMA ESPERANÇA!
Eu me programara para assistir a boa parte dos shows – do comentado Cachorro Grande às 16h40m até o final do Nine Inch Nails às 03h30m da matina, passando por Moptop, Good Charlotte, Fantomas (de Mike Patton, que à última hora substituiu o Suicidal Tendencies) e Sonic Youth. Mas dizem que a vida se dá em ciclos de 7 anos, e o oitavo ciclo que iniciei há pouco mais de 5 meses vem demonstrando ser o ciclo da fragilidade orgânica – e uma violenta primeira sinusite de minha vida desandou em uma violenta primeira dor de dente de minha vida, e acabei focando apenas no supra sumo do evento: IGGY AND THE STOOGES, programados para as 23h15, e NINE INCH NAILS, que não conhecia porém prometia tudo, para as 01h55m.
O sempre presente e recém-solteiro Fabio Star colocou o carro à disposição, e seguimos por volta de 21hs. Fomos com casacos pesados, o que se revelou sapientíssima decisão apesar de estarmos quase no verão. Mas é São Paulo.
A chegada a um one-day-open-air-rock-festival é sempre aquela eletricidade no ar, ambiente cheio de energia e as melhores vibrações que este Planeta pode produzir. Logo na entrada vi ao longe Solange BF de casaco vermelho e maridão a tiracolo, ainda mais bela os 41 anos do que era aos 18. Aliás, 1964 foi um ano pródigo na produção de belas Mulheres.
Quem quiser ver Mulheres Maravilhosas e seus Decotes Voadores deve ir a um show de Rock, preferencialmente pesado. Roupas, pinturas, ousadias, nada é demais, tudo é belo e erótico e excitante e clima-de-rock. A eletricidade é livre, com a colaboração de todos, principalmente das Deusas – e nesta hora são todas Deusas-Cachorras-Tchutchucas-Popozudas-Preparadas. Deus, sem dúvida, é Homem...
Dois palcos gigantescos nas extremidades do imenso gramado, lembrando muito a Cidade do Rock no Rio. E uma surpresa na chegada: os shows estavam no horário! A alternância de shows e palcos permite que um palco seja preparado enquanto um show rola no outro lado, e assim chegamos no início do esquisito Flaming Lips, com o palco completamente tomado por gente vestida de bichinhos, sapos, sol, papai noel, pato, porco espinho, trocentas figuras nada-a-ver, o que fazia com que a música ficasse nada-a-ver. Assistimos a uma versão de "Bohemian Rapsodhy" com letra no telão (como se alguém não soubesse) que fez todo mundo a cantar junto. Saímos do tumulto rumo aos fétidos banheiros químicos e em seguida já fomos tomar lugar junto ao Palco A, para a performance de Iggy Stooge. Sábia decisão: faltavam uns 20 minutos para o término do show do Flaming Lips, e foi possível pegar uma ótima posição a uns 50 metros do palco.
IGGY
A primeira surpresa foi a bestial quantidade de fotógrafos na gigantesca boca de palco: sem exgero, eram mais de 100. Uma massa humana aguardando o cantor e a banda que o ultra precursor Gloug Guedes me fazia ouvir em 1970, quando tinha 12 anos e eu 14. Inacreditável: os discos dos Stooges devem ter vendido umas mil cópias na época (no mundo todo!), e Gloug, O Homem À Frente De Seu Tempo, foi um dos que comprou e me fazia ouvir aquele esporro através das paredes.
A banda se posta no palco; na lateral, Iggy pula frenético, parado em um mesmo lugar, parecendo um injetado lutador de boxe se aquecendo eufórico antes de uma final de pesos pesados, babando, espumando, pedindo, exigindo e implorando que a banda começasse o massacre. E veio “Loose”, e a partir daqui vai ser difícil manter a racionalidade e a compostura nesta narrativa.
Você pode imaginar a gesticulação do Iguana com o microfone com fio enquanto urrava: “I stick it deep inside, you know I stick it deep inside... ‘cos I’m LOOSE!”. Ninguém sabia o que fazer: a platéia pulava ensandecida, a centena de fotógrafos corria para um lado e para outro tentando acompanhar o demente, a porra da Claro encheu a boca de palco com aqueles imensos e completamente irritantes balões de propaganda que a massa ficava jogando de um lado para outro – isto me lembrou um show da Legião em Recife em 1986, quando durante a execução de “Geração Coca-Cola” a Pepsi jogou estas mesmas porras de giga-balões na platéia, a diferença é que Renato Russo ficou transtornado e começou a urrar: -“DESTRÓÓÓIII!!! DESTRÓÓÓIII!!!” e a platéia não se fez de rogada, e não esperou um instante e rasgou, destruiu, arrebentou completamente e instantaneamente as porras dos giga-balões de propaganda, foi muito lindo.
Iggy continuava stickin’ it deep inside, sem camisa e com a calça caindo cada vez mais, no final estava com a bunda completamente de fora, rebolando sem parar mesmo depois da música acabar, achei que fosse mostrar o pau, me lembrou uma capa de um jornal inglês de música que comprei em minha very first visit to São Paulo circa 1978, com Ronnie Garcia e Gloug, viemos atrás de artigos de Rock na loja Freedom na Alameda Lorena – na época o Rock ainda apenas balbuciava em Terra Brasilis, e tínhamos que vir a Sampa para comprar uma reles linguinha dos Stones de pendurar no pescoço – e encontramos um jornal cuja capa era um nu frontal de Iggy, inacreditável, calça quase no joelho mostrando uma portentosa jeba volumosa, não é à toa que ele gosta de se exibir.
Prossegue o show com ensadecidas versões de Down On The Street, 1969, TV Eye, todas as músicas dos dois discos “The Stooges” e “Fun House”. Versões modernas e poderosíssimas, Iggy anunciara em entrevista que eles só sabem tocar estas 16 músicas, "então vocês não vão ter muita opção"... e nem precisava. Veio aí a maior surpresa, que me fez ver que ainda resta uma esperança: quando cantou “I Wanna Be Your Dog” a massa INTEIRA berrava, urrava, pulava e se esgoelava sabendo TODA a letra de cor!!! Eu FILMEI isto, tenho a prova! Era impossível acreditar: aquele disco que só vendeu mil cópias no Mundo todo em 1970, que eu ouvia através das paredes tocado por um irmão de 12 anos... e agora todo mundo cantando, no Brasil??? Juro que até agora ainda não cosegui entender ou acreditar, não tivesse eu filmado quase o show inteiro pensaria que era efeito do febrão que me queimava (e só o febrão...).
Não pude resistir e telefonei para o Brother Gloug, tentando convencê-lo a ir ver o show no dia seguinte na Cidade do Rock no Rio na madruga de Domingo para Segunda, mico total, é na PQP. Ouvindo a balbúrdia ao fundo, Glauco definiu Iggy: -“É um Demente a Deus...”.
Durante a execução de “No Fun”, o apocalipse. Iggy pulava na platéia enlouquecida, chamava todo mundo para subir no palco, e começou a invasão. Os seguranças não sabiam o que fazer, os invasores arrancavam o microfone com fio de Iggy e urravam “No Fun!” e devolviam o microfone e se voltavam para a platéia e abriam os braços em uma exultação de vitória e alegria; chegamos a ter um duelo de guitarras onde um membro da platéia tocando air guitar (ou seja, guitarra invisível) DUELAVA com Ron Asheton, que respondia e correspondia! O bolo de gente ficou indo e vindo para cá e para lá na boca de palco ao longo de toda a música, balbúrdia descontrolada, platéia hipnotizada, rock de primeiríssima qualidade, emocionante, ainda resta uma esperança.
Por diversas vezes ao longo do show o Stooge chutou as câmeras que o espionavam de baixo para cima, ele estava andando e de repente pimba! um bico na câmera, e o cameraman fugia assustado em busca de algum outro lugar, como um cahorro que levou um bico de bicho furioso, um Iguana insano.
Final do show, palco apagado, era hora do Sonic Youth no Palco B, mas Iggy voltou e começou a urrar no palco deserto: -“I don’t give a fuck if you are the Government, if you’re fuckin’ MTV, turn on the lights! TURN ON THE LIGHTS, I wanna see the people!”, as luzes se acenderam, a banda voltou, e Iggy emendou um bis absolutamente não protocolar, depois disto foi quase expulso do palco, a banda saiu mas ele continuou lá rebolando, saiu rebolando, os Stooges são muitíssimo bons – ou ficaram bons – mas sem dúvida são a banda de apoio de um showman único, legítimo, hilário, demente a deus.
Demos uma olhada no Sonic Youth mas optamos por encarar um rango, e pegamos uma das monstruosas filas, cheias de gatas maravilhosas de todos os tipos, platéia completamente eclética com todos os modelitos de roupas e tribos, um happening ecumênico. Finalmente, após uns vinte minutos cheguei na frente da fila e pedi um tão desejado pedaço de pizza, ao que ouvi “aqui só vende cheeseburgersalada, pizza é lá do outro lado”, fiquei puto (comigo mesmo) mas encarei o delicioso cheeseburgersalada e um tonel de Coca. E voltei ao mesmo Palco A para esperar o Nine Inch Nails.
Eu nunca ouvira o NIN, mas além de ótimas referências da galera semi-rocker da Credicard (“é tudo de bom!”) era ainda o show de encerramento da noite, o que só podia significar algo no mínimo promissor. Pegamos um ótimo lugar, e a esta altura o assédio feminino já perdia o pudor, vejam vocês, até um doente grisalho é peixe (por falar em Peixe, saudações Romário Artilheiro do Brasileirão), mas não era para isto que eu estava lá, aliás nunca é. O Show do Sonic Youth não acabava nunca, talvez bom, porém do tipo viajandão, interminável, a platéia já aglomerada no outro palco para o Nine Inch... e dá-lhe zumbido de guitarra distorcida, deve até ser legal, mas ali tudo o que a galera pedia é o mesmo que o Dinho suplica no final de “Uma Arlinda Mulher” no delicioso disco dos Mamonas: “pelo amor de deus, PAREM COM ESTA PORRA!!!”
NINE INCH NAILS
Na montagem, o palco já mostrava o que seria, e a abertura nada deixou a desejar. Uma estonteante tempestade de luzes, cascatas estroboscópicas, fumaceira (na platéia também), spots, postes de luz piscante multicolorida, massa sonora, o famoso rock industrial, pesado, massacrante, fulminante, eficiente, empolgante, brilhante, não deixando pedra sobre pedra. Me lembrou o magistral (aqui eu vou ser espinafrado) show do Pet Shop Boys no TIM Festival em 2004 no Jockey em SP thanks to GustaFer, também um massacre sonoro de raríssimo e estupefaciante bom gosto visual. Músicos e músicas perfeitos (em ambos os casos), a platéia delirava com o NIN, filmei bastante pois não tinha confiança de que minha memória pudesse me dar a certeza da coisa ter sido realmente tão boa. Pois foi. Não consigo entender como alguém que já conhecesse o Nine Inch Nails, e achasse “tudo de bom”, possa ter deixado de ir a um espetáculo magistral destes (sim, isto é uma chamada). É disto que vamos nos lembrar aos 80 anos de idade, em minha opinião é na Música que o Ser Humano mais se aproxima do Divino. É disto que mais vou sentir falta quando finalmente deixar para trás este corpitc decadente e decrépito: da Música, do Rock. And Roll.
PS - PEARL JAM no PACAEMBÚ em 02/DEZ
Lotação adequada, acessos adequados, público eufórico, puta show. O curioso é que no fundo se trata de uma banda de garagem, como todas estas coisas de Seattle, e não consigo entender tamanho frisson. Mas aqui o organismo não resistiu, pois já eram quinze dias escarrando carnegões esverdeados, e com convulsões e calafrios de febre tive que ir embora no meio do show, graças à imensa compreensão da adorável Amabo. O principal registro é que a venda de cerveja estava proibida, mas o canhamo liberado. Assim, qualquer que seja o seu barato, vá abastecido para seu próximo show...
Seqüência para os próximos dias: Marcelo Nova na quinta-feira, Skank na 6ª (festa do trabalho), Dream Theater no sábado, Dream Theater novamente no domingo, Titãs na segunda (outra festa de trabalho). Na terça devo estar cuspindo sangue. Mas não tenho alternativa: Always Rocker...
FESTIVAL CLARO QUE É ROCK, MORUMBI, 26 DE NOVEMBRO DE 2005
Ainda resta uma esperança.
Quando ando pelos Shoppings, olhando vitrines e as modas que desfilam, me pego pensando que o que mais me faz falta no passado... é o Bom Gosto. Quanta saudade do Bom Gosto! Hoje, pitéus maravilhosos desfilam orgulhosas dentro de modelitos que só fazem revelar o imenso vazio de bom gosto que existe dentro de seus deliciosos corpitos e vazias cabecitas.
Mas... o one-day-open-air-festival Claro Que É Rock, em 26 de novembro de 2005 na longínqua Chácara do Jockey, um descampado além-Shopping Butantã, veio para me mostrar que AINDA RESTA UMA ESPERANÇA!
Eu me programara para assistir a boa parte dos shows – do comentado Cachorro Grande às 16h40m até o final do Nine Inch Nails às 03h30m da matina, passando por Moptop, Good Charlotte, Fantomas (de Mike Patton, que à última hora substituiu o Suicidal Tendencies) e Sonic Youth. Mas dizem que a vida se dá em ciclos de 7 anos, e o oitavo ciclo que iniciei há pouco mais de 5 meses vem demonstrando ser o ciclo da fragilidade orgânica – e uma violenta primeira sinusite de minha vida desandou em uma violenta primeira dor de dente de minha vida, e acabei focando apenas no supra sumo do evento: IGGY AND THE STOOGES, programados para as 23h15, e NINE INCH NAILS, que não conhecia porém prometia tudo, para as 01h55m.
O sempre presente e recém-solteiro Fabio Star colocou o carro à disposição, e seguimos por volta de 21hs. Fomos com casacos pesados, o que se revelou sapientíssima decisão apesar de estarmos quase no verão. Mas é São Paulo.
A chegada a um one-day-open-air-rock-festival é sempre aquela eletricidade no ar, ambiente cheio de energia e as melhores vibrações que este Planeta pode produzir. Logo na entrada vi ao longe Solange BF de casaco vermelho e maridão a tiracolo, ainda mais bela os 41 anos do que era aos 18. Aliás, 1964 foi um ano pródigo na produção de belas Mulheres.
Quem quiser ver Mulheres Maravilhosas e seus Decotes Voadores deve ir a um show de Rock, preferencialmente pesado. Roupas, pinturas, ousadias, nada é demais, tudo é belo e erótico e excitante e clima-de-rock. A eletricidade é livre, com a colaboração de todos, principalmente das Deusas – e nesta hora são todas Deusas-Cachorras-Tchutchucas-Popozudas-Preparadas. Deus, sem dúvida, é Homem...
Dois palcos gigantescos nas extremidades do imenso gramado, lembrando muito a Cidade do Rock no Rio. E uma surpresa na chegada: os shows estavam no horário! A alternância de shows e palcos permite que um palco seja preparado enquanto um show rola no outro lado, e assim chegamos no início do esquisito Flaming Lips, com o palco completamente tomado por gente vestida de bichinhos, sapos, sol, papai noel, pato, porco espinho, trocentas figuras nada-a-ver, o que fazia com que a música ficasse nada-a-ver. Assistimos a uma versão de "Bohemian Rapsodhy" com letra no telão (como se alguém não soubesse) que fez todo mundo a cantar junto. Saímos do tumulto rumo aos fétidos banheiros químicos e em seguida já fomos tomar lugar junto ao Palco A, para a performance de Iggy Stooge. Sábia decisão: faltavam uns 20 minutos para o término do show do Flaming Lips, e foi possível pegar uma ótima posição a uns 50 metros do palco.
IGGY
A primeira surpresa foi a bestial quantidade de fotógrafos na gigantesca boca de palco: sem exgero, eram mais de 100. Uma massa humana aguardando o cantor e a banda que o ultra precursor Gloug Guedes me fazia ouvir em 1970, quando tinha 12 anos e eu 14. Inacreditável: os discos dos Stooges devem ter vendido umas mil cópias na época (no mundo todo!), e Gloug, O Homem À Frente De Seu Tempo, foi um dos que comprou e me fazia ouvir aquele esporro através das paredes.
A banda se posta no palco; na lateral, Iggy pula frenético, parado em um mesmo lugar, parecendo um injetado lutador de boxe se aquecendo eufórico antes de uma final de pesos pesados, babando, espumando, pedindo, exigindo e implorando que a banda começasse o massacre. E veio “Loose”, e a partir daqui vai ser difícil manter a racionalidade e a compostura nesta narrativa.
Você pode imaginar a gesticulação do Iguana com o microfone com fio enquanto urrava: “I stick it deep inside, you know I stick it deep inside... ‘cos I’m LOOSE!”. Ninguém sabia o que fazer: a platéia pulava ensandecida, a centena de fotógrafos corria para um lado e para outro tentando acompanhar o demente, a porra da Claro encheu a boca de palco com aqueles imensos e completamente irritantes balões de propaganda que a massa ficava jogando de um lado para outro – isto me lembrou um show da Legião em Recife em 1986, quando durante a execução de “Geração Coca-Cola” a Pepsi jogou estas mesmas porras de giga-balões na platéia, a diferença é que Renato Russo ficou transtornado e começou a urrar: -“DESTRÓÓÓIII!!! DESTRÓÓÓIII!!!” e a platéia não se fez de rogada, e não esperou um instante e rasgou, destruiu, arrebentou completamente e instantaneamente as porras dos giga-balões de propaganda, foi muito lindo.
Iggy continuava stickin’ it deep inside, sem camisa e com a calça caindo cada vez mais, no final estava com a bunda completamente de fora, rebolando sem parar mesmo depois da música acabar, achei que fosse mostrar o pau, me lembrou uma capa de um jornal inglês de música que comprei em minha very first visit to São Paulo circa 1978, com Ronnie Garcia e Gloug, viemos atrás de artigos de Rock na loja Freedom na Alameda Lorena – na época o Rock ainda apenas balbuciava em Terra Brasilis, e tínhamos que vir a Sampa para comprar uma reles linguinha dos Stones de pendurar no pescoço – e encontramos um jornal cuja capa era um nu frontal de Iggy, inacreditável, calça quase no joelho mostrando uma portentosa jeba volumosa, não é à toa que ele gosta de se exibir.
Prossegue o show com ensadecidas versões de Down On The Street, 1969, TV Eye, todas as músicas dos dois discos “The Stooges” e “Fun House”. Versões modernas e poderosíssimas, Iggy anunciara em entrevista que eles só sabem tocar estas 16 músicas, "então vocês não vão ter muita opção"... e nem precisava. Veio aí a maior surpresa, que me fez ver que ainda resta uma esperança: quando cantou “I Wanna Be Your Dog” a massa INTEIRA berrava, urrava, pulava e se esgoelava sabendo TODA a letra de cor!!! Eu FILMEI isto, tenho a prova! Era impossível acreditar: aquele disco que só vendeu mil cópias no Mundo todo em 1970, que eu ouvia através das paredes tocado por um irmão de 12 anos... e agora todo mundo cantando, no Brasil??? Juro que até agora ainda não cosegui entender ou acreditar, não tivesse eu filmado quase o show inteiro pensaria que era efeito do febrão que me queimava (e só o febrão...).
Não pude resistir e telefonei para o Brother Gloug, tentando convencê-lo a ir ver o show no dia seguinte na Cidade do Rock no Rio na madruga de Domingo para Segunda, mico total, é na PQP. Ouvindo a balbúrdia ao fundo, Glauco definiu Iggy: -“É um Demente a Deus...”.
Durante a execução de “No Fun”, o apocalipse. Iggy pulava na platéia enlouquecida, chamava todo mundo para subir no palco, e começou a invasão. Os seguranças não sabiam o que fazer, os invasores arrancavam o microfone com fio de Iggy e urravam “No Fun!” e devolviam o microfone e se voltavam para a platéia e abriam os braços em uma exultação de vitória e alegria; chegamos a ter um duelo de guitarras onde um membro da platéia tocando air guitar (ou seja, guitarra invisível) DUELAVA com Ron Asheton, que respondia e correspondia! O bolo de gente ficou indo e vindo para cá e para lá na boca de palco ao longo de toda a música, balbúrdia descontrolada, platéia hipnotizada, rock de primeiríssima qualidade, emocionante, ainda resta uma esperança.
Por diversas vezes ao longo do show o Stooge chutou as câmeras que o espionavam de baixo para cima, ele estava andando e de repente pimba! um bico na câmera, e o cameraman fugia assustado em busca de algum outro lugar, como um cahorro que levou um bico de bicho furioso, um Iguana insano.
Final do show, palco apagado, era hora do Sonic Youth no Palco B, mas Iggy voltou e começou a urrar no palco deserto: -“I don’t give a fuck if you are the Government, if you’re fuckin’ MTV, turn on the lights! TURN ON THE LIGHTS, I wanna see the people!”, as luzes se acenderam, a banda voltou, e Iggy emendou um bis absolutamente não protocolar, depois disto foi quase expulso do palco, a banda saiu mas ele continuou lá rebolando, saiu rebolando, os Stooges são muitíssimo bons – ou ficaram bons – mas sem dúvida são a banda de apoio de um showman único, legítimo, hilário, demente a deus.
Demos uma olhada no Sonic Youth mas optamos por encarar um rango, e pegamos uma das monstruosas filas, cheias de gatas maravilhosas de todos os tipos, platéia completamente eclética com todos os modelitos de roupas e tribos, um happening ecumênico. Finalmente, após uns vinte minutos cheguei na frente da fila e pedi um tão desejado pedaço de pizza, ao que ouvi “aqui só vende cheeseburgersalada, pizza é lá do outro lado”, fiquei puto (comigo mesmo) mas encarei o delicioso cheeseburgersalada e um tonel de Coca. E voltei ao mesmo Palco A para esperar o Nine Inch Nails.
Eu nunca ouvira o NIN, mas além de ótimas referências da galera semi-rocker da Credicard (“é tudo de bom!”) era ainda o show de encerramento da noite, o que só podia significar algo no mínimo promissor. Pegamos um ótimo lugar, e a esta altura o assédio feminino já perdia o pudor, vejam vocês, até um doente grisalho é peixe (por falar em Peixe, saudações Romário Artilheiro do Brasileirão), mas não era para isto que eu estava lá, aliás nunca é. O Show do Sonic Youth não acabava nunca, talvez bom, porém do tipo viajandão, interminável, a platéia já aglomerada no outro palco para o Nine Inch... e dá-lhe zumbido de guitarra distorcida, deve até ser legal, mas ali tudo o que a galera pedia é o mesmo que o Dinho suplica no final de “Uma Arlinda Mulher” no delicioso disco dos Mamonas: “pelo amor de deus, PAREM COM ESTA PORRA!!!”
NINE INCH NAILS
Na montagem, o palco já mostrava o que seria, e a abertura nada deixou a desejar. Uma estonteante tempestade de luzes, cascatas estroboscópicas, fumaceira (na platéia também), spots, postes de luz piscante multicolorida, massa sonora, o famoso rock industrial, pesado, massacrante, fulminante, eficiente, empolgante, brilhante, não deixando pedra sobre pedra. Me lembrou o magistral (aqui eu vou ser espinafrado) show do Pet Shop Boys no TIM Festival em 2004 no Jockey em SP thanks to GustaFer, também um massacre sonoro de raríssimo e estupefaciante bom gosto visual. Músicos e músicas perfeitos (em ambos os casos), a platéia delirava com o NIN, filmei bastante pois não tinha confiança de que minha memória pudesse me dar a certeza da coisa ter sido realmente tão boa. Pois foi. Não consigo entender como alguém que já conhecesse o Nine Inch Nails, e achasse “tudo de bom”, possa ter deixado de ir a um espetáculo magistral destes (sim, isto é uma chamada). É disto que vamos nos lembrar aos 80 anos de idade, em minha opinião é na Música que o Ser Humano mais se aproxima do Divino. É disto que mais vou sentir falta quando finalmente deixar para trás este corpitc decadente e decrépito: da Música, do Rock. And Roll.
PS - PEARL JAM no PACAEMBÚ em 02/DEZ
Lotação adequada, acessos adequados, público eufórico, puta show. O curioso é que no fundo se trata de uma banda de garagem, como todas estas coisas de Seattle, e não consigo entender tamanho frisson. Mas aqui o organismo não resistiu, pois já eram quinze dias escarrando carnegões esverdeados, e com convulsões e calafrios de febre tive que ir embora no meio do show, graças à imensa compreensão da adorável Amabo. O principal registro é que a venda de cerveja estava proibida, mas o canhamo liberado. Assim, qualquer que seja o seu barato, vá abastecido para seu próximo show...
Seqüência para os próximos dias: Marcelo Nova na quinta-feira, Skank na 6ª (festa do trabalho), Dream Theater no sábado, Dream Theater novamente no domingo, Titãs na segunda (outra festa de trabalho). Na terça devo estar cuspindo sangue. Mas não tenho alternativa: Always Rocker...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
FM - Inícios Arrasadores - Parte 2
6. THE STONE ROSES "Love Spreads"
http://www.youtube.com/watch?v=XRdtPaVaqYY
7. GUN 'N' ROSES "Sweet Child of Mine"
8. FREDDIE KING "Goin' Down"
http://www.youtube.com/watch?v=BHXKlNP4-Aw
e na versão nervosíssima de Stevie Ray Vaughan ...
http://www.youtube.com/watch?v=3Z0oBg9VLSI&feature=related
e no groove swinguero de Richards
http://www.youtube.com/watch?v=Tx2D_WF0ZdU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=XRdtPaVaqYY
7. GUN 'N' ROSES "Sweet Child of Mine"
8. FREDDIE KING "Goin' Down"
http://www.youtube.com/watch?v=BHXKlNP4-Aw
e na versão nervosíssima de Stevie Ray Vaughan ...
http://www.youtube.com/watch?v=3Z0oBg9VLSI&feature=related
e no groove swinguero de Richards
http://www.youtube.com/watch?v=Tx2D_WF0ZdU&feature=related
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Melhores primeiro instantes de música
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
FM - Inícios Arrasadores - Parte 1
1. BLACK SABBATH "War Pigs"
2. TEN YEARS AFTER "Goin' Home"
3. AC/DC "Sin City"
4. JETHRO TULL "Locomotive Breath"
5. QUEEN "White Man"
To be continued ...
2. TEN YEARS AFTER "Goin' Home"
3. AC/DC "Sin City"
4. JETHRO TULL "Locomotive Breath"
5. QUEEN "White Man"
To be continued ...
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Melhores primeiro instantes de música
FM: 10 Piores que tenho e ouço
1. KISS “Love Gun” – I Stole Your Love tem abertura e riff candidatíssimos a melhores de todos os tempos. Mas a capa é adolescentemente ridícula (quantas cópias com papel vegetal não fiz dessa danada...), e “Then She Kissed Me” é o prego definitivo no caixão...
2. MEAT LOAF “Bat out of Hell” – Uma das mais sensacionais capas do roquenrou, uma voz potentíssma, toques operísticos ... uma grande merda pretensiosa ... e o cara ainda faria um papel divertidíssmo em Clube da Luta, como o marmanjo com tetas que briga pra se sentir amado.
3. DIO “The Last In Line” – além de sério candidato a pior vídeo de todos os tempos, Dio também se destaca como uma das figuras mais improváveis do roquenrou: Gollum, Gollum ...
4. JOHN DENVER “Poems, Prayers and Promises” – Country Roads é simplesmente maravilhosa, e abriu as portas pra eu conhecer muita coisa bacana, mas o disco é ... bem, o disco é de John Denver, cacete!
5. PINK FLOYD “The Piper at the Gates of Dawn” – adquirido porque eu sentia que havia uma lacuna em minha formação - eu ainda achava que um dia iria gostar de Prog - é um pé no saco com que incomodei a vizinhança. The Gnome é divertida, Interstellar Overdrive é pior que ranger os dentes com farofa na boca. Às vezes ainda tento ...
6. THE TOY DOLLS “Dig that Groove Baby” – Adquirida num surto de infantilidade musical, tenho que admitir que as audições são mais freqüentes do que eu gostaria de confessar, e que Clara também será iniciada.
7. IRON MAIDEN “Piece of Mind” - Vinil que eu orgulhosamente exibia sob o braço na escola. A produção é primorosa. A capa, sensacional. Por um tempo, impressionantemente bom. Aí você se dá conta que aquele monte de notas e palavras e histórias amontoadas são muito chatas...
8. MOTORHEAD “No Sleep ‘til Hammersmith” – Uma barulheira do cão ...
9. FRANK ZAPPA “Bongo Fury” – Como é "cool" gostar de Frank Zapa, às vezes a gente acaba embarcando numas chatices monstruosas ... that's the case!
10.THE ROLLING STONES “Their Satanic Majesties Request” – Quando eles erraram, foi com classe! It doesn't get any worse than that!
2. MEAT LOAF “Bat out of Hell” – Uma das mais sensacionais capas do roquenrou, uma voz potentíssma, toques operísticos ... uma grande merda pretensiosa ... e o cara ainda faria um papel divertidíssmo em Clube da Luta, como o marmanjo com tetas que briga pra se sentir amado.
3. DIO “The Last In Line” – além de sério candidato a pior vídeo de todos os tempos, Dio também se destaca como uma das figuras mais improváveis do roquenrou: Gollum, Gollum ...
4. JOHN DENVER “Poems, Prayers and Promises” – Country Roads é simplesmente maravilhosa, e abriu as portas pra eu conhecer muita coisa bacana, mas o disco é ... bem, o disco é de John Denver, cacete!
5. PINK FLOYD “The Piper at the Gates of Dawn” – adquirido porque eu sentia que havia uma lacuna em minha formação - eu ainda achava que um dia iria gostar de Prog - é um pé no saco com que incomodei a vizinhança. The Gnome é divertida, Interstellar Overdrive é pior que ranger os dentes com farofa na boca. Às vezes ainda tento ...
6. THE TOY DOLLS “Dig that Groove Baby” – Adquirida num surto de infantilidade musical, tenho que admitir que as audições são mais freqüentes do que eu gostaria de confessar, e que Clara também será iniciada.
7. IRON MAIDEN “Piece of Mind” - Vinil que eu orgulhosamente exibia sob o braço na escola. A produção é primorosa. A capa, sensacional. Por um tempo, impressionantemente bom. Aí você se dá conta que aquele monte de notas e palavras e histórias amontoadas são muito chatas...
8. MOTORHEAD “No Sleep ‘til Hammersmith” – Uma barulheira do cão ...
9. FRANK ZAPPA “Bongo Fury” – Como é "cool" gostar de Frank Zapa, às vezes a gente acaba embarcando numas chatices monstruosas ... that's the case!
10.THE ROLLING STONES “Their Satanic Majesties Request” – Quando eles erraram, foi com classe! It doesn't get any worse than that!
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Os piores discos que eu tenho (e ouço)
MG: Melhores primeiros acordes
As melhors passagens do silêncio ao cosmo em um milésimo de segundo:
1. ALICE COOPER "School's Out"
2. ALICE COOPER "Caught in a Dream"
3. THE BEATLES "A Hard Day's Night" - uma lembrança do sr. Gabriel, que acrescenta: "aquele acorde é formado por OITO instrumentos!"!
4. DREAM THEATER - "The Mirror" - os primeiros dois minutos são tão espetaculares que o DT até os transformou em uma "vinheta" chamada "Puppets On Acid", para não ter que tocar a música toda. Algum dia ainda vou ser preso por derrubar um prédio com a vibração gerada pela altura que ouço.
(to be completed)
1. ALICE COOPER "School's Out"
2. ALICE COOPER "Caught in a Dream"
3. THE BEATLES "A Hard Day's Night" - uma lembrança do sr. Gabriel, que acrescenta: "aquele acorde é formado por OITO instrumentos!"!
4. DREAM THEATER - "The Mirror" - os primeiros dois minutos são tão espetaculares que o DT até os transformou em uma "vinheta" chamada "Puppets On Acid", para não ter que tocar a música toda. Algum dia ainda vou ser preso por derrubar um prédio com a vibração gerada pela altura que ouço.
(to be completed)
MG: Melhores Riffs
Para mim, os melhores riffs (ao menos, que me ocorrem) são:
1. AC/DC "Jailbreak" - peloamordedeus, alguém sabe como tirar isto da cabeça?
2. AEROSMITH - "The Other Side". Como disse GLOUG na Praça da Apoteose, "o riff da minha vida!"!!!
(to be completed)
1. AC/DC "Jailbreak" - peloamordedeus, alguém sabe como tirar isto da cabeça?
2. AEROSMITH - "The Other Side". Como disse GLOUG na Praça da Apoteose, "o riff da minha vida!"!!!
(to be completed)
MG: 10 piores que tenho e oiço
Os 10 piores discos que tenho e oiço são:
1. HELLOWEEN "Chamelion" - comprei porque ouvi (e adorei) a música "When the Sinner" antes de um show do STRATOVARIUS no SCALA, no Rio. Saí do show no meio. Comprei o disco importado, e de vez em quando o oiço impulsionado por "When The Sinner" (que fica boa a partir do segundo minuto). Mas não tem jeito, é uma bosta
2. SLADE "Greatest Hits" - comprei por causa de "Gud'by t' Jane" e "Mama weer all crazee now". Mas o resto do disco é uma bosta.
3. THE STROKES "Is this it" - comprei porque a versão com DVD estava a R$ 3,99 no Carrefour. Foram R$ 3,99 jogados fora.
4. METALLICA "S &M" - com orquestra, ao vivo, duplo. Começa bem, mas a partir da terceira música já encheu o saco. Pulo logo para o segundo disco para ouvir "Enter Sandman", e pronto.
5. ROLLING STONES "Emotional Rescue" - a música título e "Let me go" são ótimas; "She's so cold" passa. O resto, pqp!
6. PINK FLOYD / ROGER WATERS "The Wall" - não tenho, mas de vez em quando sou forçado a ouvir. Que melda!
(to be completed...)
1. HELLOWEEN "Chamelion" - comprei porque ouvi (e adorei) a música "When the Sinner" antes de um show do STRATOVARIUS no SCALA, no Rio. Saí do show no meio. Comprei o disco importado, e de vez em quando o oiço impulsionado por "When The Sinner" (que fica boa a partir do segundo minuto). Mas não tem jeito, é uma bosta
2. SLADE "Greatest Hits" - comprei por causa de "Gud'by t' Jane" e "Mama weer all crazee now". Mas o resto do disco é uma bosta.
3. THE STROKES "Is this it" - comprei porque a versão com DVD estava a R$ 3,99 no Carrefour. Foram R$ 3,99 jogados fora.
4. METALLICA "S &M" - com orquestra, ao vivo, duplo. Começa bem, mas a partir da terceira música já encheu o saco. Pulo logo para o segundo disco para ouvir "Enter Sandman", e pronto.
5. ROLLING STONES "Emotional Rescue" - a música título e "Let me go" são ótimas; "She's so cold" passa. O resto, pqp!
6. PINK FLOYD / ROGER WATERS "The Wall" - não tenho, mas de vez em quando sou forçado a ouvir. Que melda!
(to be completed...)
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