sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Balada em Bariri

Oktoberfusca na Avalon House neste sábado 12/out, com sorteio de um fusca vermelho com 300 latas de cerveja e shows de revelação sertaneja, cantor de música eletrônica e DJ paulista. Imperdível!!!



Do jornal CANDEIA:
Balada - Será realizada no dia 12 de outubro a terceira edição da Oktoberfusca na Avalon House, a partir das 23h30. A festa promete agradar ao público, que prestigiou o evento no ano passado, mais uma vez. A atração principal é o sorteio de um Fusca com 300 latas de cerveja dentro.
O evento contará com atrações musicais inéditas na região: Thiago Farra revelação do sertanejo pop, Winnie Lo cantor de música eletrônica e dono do single “Here we go”. e o DJ Cuca, de São Paulo, animando a pista.
Para repetir o sucesso das outras edições, a Oktoberfusca terá estrutura e produção de qualidade, além do sorteio de um Volkswagem Fusca vermelho com 300 latas de cerveja Brahma no interior ao público presente.
Os convites já estão à venda e no Bar do Luizinho e na Big Vídeo Locadora. Os preços do primeiro lote são: R$ 25,00 (pista), R$ 30,00 (camarote), R$ 35,00 (camarote Vip) e R$ 600,00(Vip Premium para dez pessoas).
Pessoas que residem em outras cidades da região podem reservar os convites através do e-mail contato@avalonhouse.com.br.
Mais informações através dos telefones 98118-3800 ou 99704-8146.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

De A a A

Já que o ALDO não gosta do AEROSMITH...


(Ipanema, esquina de Montenegro com Alberto de Campos, 08/out/2013)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Loco Mosquito

"My mamma told me/
if I was goody /
that she would buy me /
a rubber dolly!"

A poesia inicial de "Loco Mosquito" (música que abrirá o 'Guedes Guide to James Osterberg') me ocorre a partir do desejo manifesto por um Membro (provavelmente intumescido) desta Seleta Patota, que após ver no Programa do Faustão de 29/set/2013 uma matéria sobre o casamento da Mulher Moranguinho ficou (em suas próprias palavras) "muito curioso em conhecer a consistência de uma bunda de silicone".
 
Lembrei então de matéria publicada em O GLOBO há alguns meses sobre o lançamento de bonecas infláveis de algumas celebridades. Eram diversas "dolls", seguem algumas aos lados.


 O Membro pode agora deleitar sua CU-riosidade. Inclusive com o Just-in!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Potranca Paraguaya

Para matar as saudades de um Membro (provavelmente Intumescido) desta Seleta Patota, segue a capa do tablóide carioca "Meia Hora" no dia 01/out/2013.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

AV / BS

É somente por ter extrema confiança na perspicácia dos Membros desta Seleta Patota que ouso apresentar Quizz de elevadíssimo grau de dificuldade.

DE QUEM É A FOTO ABAIXO:
Bruce Springsteen? Ou nosso Ilustre Membro André Vasconcellos?

Circula até mesmo uma teoria de que os 2 seriam na verdade Uma Só Pessoa (da mesma forma que Miley Cyrus e Hannah Montana)!...


domingo, 22 de setembro de 2013

Liz

Para quem tem dúvidas quanto à existência de Deus...





sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Brittany

Geddy pode não sentir sua falta, mas nós sabemos o motivo...



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Do Theatro para o Club

Publicado na ROLLING STONE magazine edição de agosto/2013 (capa: Nirvana) página 32.



Aqui JAZZ

Sou apaixonado por Música desde sempre. Acredito que é na Música que a Humanidade mais se aproxima da Divindade; trata-se da única Arte que produzimos que pode ser compreendida por outras Inteligências (as Ciências Exatas também podem, mas aí não se trata de uma Arte que produzimos mas sim de algo que desvendamos).

Desde cedo, no entanto, descobri que eu não era um Músico. Foi muito fácil de ver: jamais consegui um reles batuque decente em pontas de mesas ou em caixas de fósforos, coisa que Gloug - Irmão mais novo - conseguia com facilidade e perfeição. O último prego no esquife se deu quando, ainda teenagers, ele comprou sua primeira guitarra: qualquer música de anúncio de televisão ele reproduzia de imediato, de ouvido, no ato; já eu não conseguia extrair um reles dó-ré-mi daquele instrumento infernal atulhado de cordas e escalas. Todos temos algumas limitações contra as quais é perda de tempo e falta de humildade nos rebelarmos, e desde então aprendi a adorar a Música sem ser necessário que a performasse. Afinal, acredito também que cada um de nós tem um - e apenas um - Dom. Quem se mete a explorar um Dom que não tem acaba eclipsando o Dom que tem; exemplos claros na Música são o baterista Phil Collins e os guitarristas Jimi Hendrix, Eric Clapton e Frejat, que se meteram a cantar e neste quesito são os desastres que todos conhecem...

Com o passar dos anos observei existirem alguns sintomas de que “o Cabra é um Músico”. Características que se repetem em todos os Músicos, e as quais não compartilho, reforçando que eu não sou um Músico. Por exemplo:
·         gostar de rodinha de violão
·         gostar de Prince
·         gostar de Jazz
Todos os Músicos amam muito tudo isto, e eu abomino! Com relação ao Jazz, gosto de citar uma frase do Bussunda:
- “Eu gosto de Jazz... mas prefiro Música!”


O Amigo RGarcia informa não ter nenhum disco do QUEEN, e pergunta qual o primeiro álbum da Banda que recomendo adquirir. Minha resposta é fácil: o disco básico e obrigatório do QUEEN é “A Night at the Opera”, mas vou dar “Jazz” para o Amigo.

“Jazz” (1978) foi o disco que me fez gostar do QUEEN, tendo sido apresentado por RDu (que também me apresentou o KISS com “Hotter than Hell” e o AEROSMITH em “Rocks”, além de LINDA LOVELACE em “Deep Throat”). Terei sido influenciado pelo 3-fold poster (dimensões 30x90 cm) encartado no álbum com as Fat Bottomed Girls em uma Bicycle Race... NUAS? Possivelmente; com certeza a agradável ousadia me deixou mais predisposto a ouvir a bolacha.

Trata-se de um disco tremendamente variado, cada música completamente diferente da anterior e da seguinte, e todas complementares. Li um interessante comentário a respeito de “Jazz”: é como se o QUEEN dissesse “você não gosta da música que fazemos? Então ouça isto”! E tacou aquela profusão de sons variados, letras inteligentes e divertidas, vocais, instrumental e produção irrepreensíveis. Jamais ouço somente uma ou algumas músicas do disco: sempre o ouço inteiro, de ponta a ponta, como uma verdadeira Suíte. Tem seus muitos altos e alguns baixos, indeed, mas... não dá para interromper.


Nos créditos da capa, uma referência ao final da música “Dead on Time”: “Thunderbolt courtesy of God”! Na época brincavam também com os MOODY BLUES, músicos que faziam todos os sons de seus discos e com largo uso de sintetizadores, o que os levava a escrever em todas as suas capas: “No Orchestra; all instruments played by The Moody Blues”. Pois o QUEEN escrevia em todas as suas capas: “No Synths!”, ou então “no synths” após a relação de instrumentos e vocais de cada um dos membros; ou ainda “Still no synths!”. O ponto final desta brincadeira foi o álbum “Flash Gordon” (1980) onde os 4 integrantes da Banda têm no final de suas respectivas listas de instrumentos: “synth”. A partir de então, os 4 tocam sintetizadores em todos os discos restantes.

Na música “More of that Jazz” que encerra o álbum, Roger Taylor assume os vocais e em um meddley que revive 1 segundo de cada música do disco, detona:
“Only football gives us thrills /
Rock and Roll just pays the bills /
(...) Give me no more, no mooore, no móóóóóre... of that Jazz!”

É este o disco, caro RGarcia.

(set/2013)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Naked III

Hard Rock Cafe, Amsterdam
(02/jul/2011)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vive Le Zep

(Oca Guedes, Corpus Christi 2013)

O evento para asssistir na íntegra o show “Celebration Day” do LED ZEPPELIN na O2 Arena em dez/2007 vinha sendo tentado desde janeiro, e finalmente realizou-se.

Da mesma forma que John Bonham foi substituído por Jason, o quarteto original teve uma baixa: Fabio Martinelli foi substituído por Janiene Estrella, que tem sobre o former elemento a grande vantagem de gostar de SHAKIRA.

Vasco-ncellos chegou pontualmente às 20hs trazendo dois maços de Marlboro, um dos quais foi ávida e saborosamente sorvido ao longo da noite.

Após um start-up com "Homem-Aranha" (as teias de Peter Parker e as tetas de Emma Stone em 3D), a exibição começou, dando a deixa para a chegada do casal Estrella ainda durante a apresentação da opening “Good Times, Bad Times”, com uma garrafa de champanhe (muito obrigado!) e uma cópia do CD “The Raven That Refused to Sing That Shit” do viado Steven Uílson (por nada!).


Aldo já manifestou que considera não ser necessário ver todas as músicas, mas o Senhor Estrella (que não gosta do “Ledinho”) e Janiene (que só conhecia as “músicas corriqueiras”) discordaram, e a gig foi curtida na íntegra (ou quase).

Durante boa parte tivemos a presença do Urologista Wellington, Concunhado do Anfitrião.

Vasco-ncellos se comportou como uma verdadeira Dona de Casa, cuidando das bebidas (vodka, whisky e cerveja), salgadinhos e pratos. Quando chegou a pizza do Sr. Estrella, também foi ele quem cuidou do forno e talheres, deixando o dono da casa livre para sorver OITO doses de Gray Goose.

Após a quinta dose o Anfitrião estabeleceu uma regra: “quem não come pizza escolhe as músicas”. Assim, ao término do magistral show do Ledinho, ficou à vontade para impor alguns trios de canções de METALLICA, RAMMSTEIN, U2, AC/DC, KISS (unmasked) e SHAKIRA (semi-dressed).

Movido por incontido entusiasmo (e talvez motivado pela mistura de Balla 12 com Stella), o Sr. Estrella pediu ao Sr. Guedes o CD “Houses of the Holy” de presente!!!

Ficam propostas sessões de “Sucker Punch” e “Scott Pilgrim” na mesma Arena. Só não é possível assegurar a presença do Urologista!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dagens Næringsliv


É impossível altercar com o ALDO...

O RUSH sai até mesmo em capa de jornal norueguês!!!



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

It’s only Rock’n Roll, but I like it

Por muito tempo acreditei que nossa capacidade de se apaixonar por Bandas novas ficasse restrita a determinada faxa etária – digamos, entre 15 e 25 anos de idade por exemplo. É claro que me baseava em um universo amostral bastante restrito para chegar a tal conclusão: Eu, meus Amigos, Eu, meus Parentes e Eu. Afinal, é bastante comum a afirmação que “a música atual é uma porcaria”, qualquer que seja a idade de quem faça tal comentário. Assim, se quando tinha 16 anos eu ouvia T.Rex, Genesis, Alice Cooper, Emerson Lake & Palmer e Led Zeppelin, ouvia também comentários que “antigamente é que a Música era boa”. Hoje, já um ancião quase centenário, sou eu quem profere a mesma ladainha, sempre me referindo – como todos de minha geração – ao “maravilhoso panorama musical dos anos 70”.

Acontece que ao mostrar músicas que sempre adorei para pessoas que nunca as ouviram, tento empatizar como se eu fosse tal ouvinte noviço, considerando como eu mesmo analisaria aquela música se a estivesse ouvindo pela primeira vez. O resultado é desastroso! Tente por exemplo ouvir os quase 44 minutos de “Thick As A Brick” como se não a conhecesse: é insuportável!

De vez em quando alguém me apresenta um som que gosta desde seu passado, e que eu ainda não conheço: Def Leppard, Judas Priest, etc. O Amigo está sempre entusiasmado, mas eu... acho um puta porre! Que som adolescente! E fico pensando que o cara só gosta deste som porque aprendeu a curtí-lo quando tinha seus 18 anos.

Isto justificaria o porquê de coisas como rap, funk, sertanejo e quetais conseguirem fazer sucesso atualmente, apesar de serem intragáveis. Se deve ao fato do ouvinte ter a cabeça virgem do adolescente musical, aberto para tudo, terreno em que se plantando tudo dá.

No entanto, recentemente dois fatos vieram a modificar esta minha hipótese. Primeiro foi a descoberta do RAMMSTEIN, Banda de Metal alemã com base Progressiva que me encantou e de quem vim a gostar de TODOS os discos, como se eu fosse um adolescente. Fui aos shows, comprei os vídeos, e até voltei a estudar alemão; matusalém reborn.

Mas o golpe de misericórdia na teoria foi o disco de 2012 “Tits’n Ass”, do GOLDEN EARRING. Como já aconteceu com dezenas de álbuns que vim a amar, eu o ouvi as primeiras vezes com bastante distanciamento. Foi apenas quando escutava o disco pela 6ª vez que vim a entender que se trata de Uma Verdadeira Obra Prima!!! E um raio me abriu a cabeça: não é que na adolescência nós tivéssemos a cabeça mais aberta musicalmente; ocorre que naquela época nós ouvíamos um disco diversas vezes antes de chegar a um veredicto sobre ele. Nós comprávamos discos, e os ouvíamos! Mas com o passar do Tempo e com a idade, já maduros, experientes, impacientes, reumáticos e enrijecidos, passamos a ouvir um disco novo apenas uma vez – ou ½ vez, se tanto – e então já o rotulamos, de  imediato, e em geral de forma negativa. Não nos aprofundamos, não descobrimos os detalhes, não nos envolvemos – e assim fica tudo sendo mesmo uma merda!

Somente dedicamos sete ou oito audições a um disco novo de um Banda que JÁ gostemos muito – uma daquelas que nos conquistou décadas atrás. E assim se cria o círculo vicioso: só gostamos hoje dos discos novos de quem já gostávamos antes!

Algumas sons eu demorei muito para compreender: passei quase 40 anos comprando discos e ouvindo o VAN DER GRAAF GENERATOR, para finalmente vir a me deliciar completamente com a Banda somente de 2010 para cá. É inimaginável que atualmente eu fosse dedicar 40 anos a uma Banda que eu não entenda...

Uma exceção honrosa a este tipo de comportamento é Mamãe: ela sempre ouviu e curtiu coisas novas com muito mais abertura do que eu. Foi a Miami assistir a um show “No Security” dos STONES (sem seguranças entre a platéia e a Banda); foi ao Maracanã assistir o PRINCE na Pista; e algumas outras peripécias definitivamente impublicáveis.

Ou talvez eu esteja errado: o som atual é mesmo uma titica. E mesmo com 50 anos de estrada, o GOLDEN EARRING é uma exceção fenomenal!





(ago/2012)

domingo, 18 de março de 2012

Ricota gosta de Picanha

No final dos anos 70 os muros do Rio ficaram cobertos por um grafite que proclamava: “Celacanto provoca Maremoto!”. Era grafado sempre da mesma forma, e em locais estratégicos da cidade. Foi um mistério que perdurou por muito tempo, mas cuja origem era evidente para quem assisitiu National Kid nos anos 60. Mas isto já é uma outra história.

Eles se conheceram no trabalho em São Paulo no início dos anos 90, e ficaram Amigos. Um era carioca e tinha estudado na PUC-RJ, onde a história do Celacanto era tremendamente famosa. O outro era paulista. Com o passar do tempo, o carioca notou que o paulista fazia bastante sucesso com as Mulheres, e um dia lhe perguntou qual era a causa.
- “É simples”, respondeu o Amigo. “Quando tomo banho eu não lavo bem o pau, e fica um pouco daquela sujeirinha – aquele ‘queijinho’ – em volta da cabeça do animal. E mulher adora isto, daí o meu sucesso!”

Ao ouvir tal explicação, o carioca imediatamente apelidou o don juan paulista de ‘Ricota’.

Mais alguns meses, e nova observação: o questionador observou que Ricota usualmente se fazia acompanhar por Senhoritas mais... “fornidas”, e novamente foi questionar seu Amigo.
- “É, eu gosto de carne com uma gordurinha!”, retrucou o outro. (Anos depois o questionador ouviria esta frase em outra forma: “mulher boa é aquela que enche a cama!”, aparentemente um ditado com origem nas arábias.)

Imediatamente foi cunhada a expressão “Ricota gosta de Picanha!”, que passou a ser espalhada pela Empresa onde os dois trabalhavam. Papéis com a frase no mesmo formato do “Celacanto” original apareceram por todo lado. Mas como muitos anos haviam passado, a cidade era outra e a nova frase nada tinha a ver com a original, evidentemente ninguém entendeu nada. E aquilo se tornou uma “private joke” entre os dois.



Esta lembrança é uma homenagem ao Amigo que, passadas duas décadas, continua barbarizando com as Picanhas. Pelo jeito, a ricota continua fazendo sucesso!


(mar/2012)

terça-feira, 13 de março de 2012

O Italianinho Abusado

"Visto que sou um respeitável Pai de família, utilizarei aqui um cognome: podem me chamar de "Italianinho".

No último final de semana passei uma agradabilíssima noite na companhia de um Amigo que mora em São Paulo e de seu Irmão que tinha vindo do Rio de Janeiro para um show no dia seguinte. Depois de tomar todas, me despedi já tarde da noite e desci para pegar o carro. Lá chegando, notei que havia esquecido a carteira e o celular, e retornei para apanhá-los. Toquei a campainha do apartamento e tive um choque quando a porta se abriu: meu Amigo já havia se recolhido, mas seu Irmão atendeu vestindo apenas uma cueca slip. Seu peito peludo me causou um arrepio que correu do cangote ao esfíncter, e me ocorreu que até o momento não havia me dado conta que a separação o deixou mais viril, mais másculo, mais... interessante!

A cueca não ocultava o membro volumoso, certamente avantajado em função dos recentes e constantes exercícios com as bronzeadas gatinhas cariocas, pensei eu com uma pontinha de inveja (delas).

Ele estava arrumando o sofá-cama, e candidamente me ofereci para ajudá-lo, o que ele aceitou de pronto - e até com um sorrisinho safado. Peguei uma ponta do lençol e ele pegou a outra, e o jogamos sobre o estrado. Não havia colchão, reparei, o que me fez crer que, além de se exercitar nas artes do sexo, ele também vinha flertando com as ciências iogues. A cada vez que nossos corpos se curvavam eu sentia o que para mim eram incômodas novidades: uma intumescência no pau, uma incontrolável vontade de jogá-lo de bruços sobre os lençóis mal arrumados, a carótida pulsante. Quando num descuido deliberado nossos braços se roçaram, senti a eletricidade no ar. Ele se aprumou, aproximou-se e, no exato momento em que colocava a vara para fora, o Amigo que mora em São Paulo, não sei se em busca de água ou ávido por sucos mais viscosos, chegou à sala. Notei com certa surpresa que usava um corpete de couro, e trazia um chicotinho de vinil preto, além de uma prótese lingual de Gene Simmons que ele colocava intermitentemente para fora, como uma cobra sibilante pronta para o bote.

Eu e o irmão que tinha vindo do Rio congelamos, enquanto o Amigo que mora em São Paulo começou uma dança de sensualidade exacerbada e gosto mais do que duvidoso. O cabo do chicotinho ele usava para, em movimentos lentos, circulares e penetrantes, alargar seu orifício, totalmente exposto pelo corpete que, embora fechado no períneo, era vazado no cu, além de permitir que a pica crescesse à vontade sob uma camisinha preta acoplada. À medida que o chicote sumia dentro do Amigo que mora em São Paulo, a pica plástica se inflava.

O constrangimento seguia nos paralisando, quando a porta principal se abriu, de sopetão. A esposa do Amigo que mora em São Paulo chegava do passeio noturno com seu cão galgo. Atônito, o irmão que tinha vindo do Rio tentou se explicar, mas só o que se ouvia eram balbucios. O cão, se excitou, e a esposa ainda teve tempo de se lembrar que deveria levá-lo logo para ser castrado antes de desmaiar. O Amigo que mora em São Paulo correu para acudi-la, e tentava reanimá-la, de bruços, quando o galgo montou em seu cangote e introduziu sua fina, longa e rosada benga no lasseado buraco do marido de sua dona.

Foi quando o black-out ocorreu, e dali pra frente, só posso afirmar que as coisas ficaram muito, muito confusas."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Turn Around

Guia para compreender "Total Eclipse of the Heart", da Bonnie Tyler.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Velvet Goldmine

(01/fev/2000)

Temos a oportunidade de assistir a duas horas de aula de História recente ao som de uma requintada trilha sonora: "Velvet Goldmine" está em exibição em um restritíssimo circuito de cinemas.

Trata-se da história romanceada de algumas figuras cruciais do "glam rock" andrógino do início dos anos 70, focando o então genial David Bowie e o vulcão permanentemente ativo Iggy Stooge (hoje "Pop"). Um terceiro personagem engloba o que seria Andy Warhol com um "molho" de Marc Bolan e Brian Ferry.

A caracterização de Bowie é perfeita, mas a performance de palco de Ewan McGregor como Iggy é absolutamente antológica. Ele já arrasara em "Star Wars - Episode I", e não fosse eu um limitado heterosexual, já estaria apaixonado pelo cabra. Seu mise-en-scène executando "TV Eye" é puro Iggy nas veias, e ali vemos o nascimento do rock mais visceral do planeta. Quem acha que existe criatividade na música / performance atuais precisa ver Bowie de joelhos no palco frente a Mick Ronson, agarrando-o pela bunda e chupando louca e desenfreadamente sua guitarra em uma das mais célebres cenas da história do Rock, aqui reproduzida à perfeição.

Estas duas seqüências já valeriam o filme inteiro, mas também a trilha sonora é primorosa: 3 músicas do primeiro disco do Roxy Music (incluindo "Ladytron" e "Virginia Plain"), 3 do primeiro Brian Eno (com uma longuíssima sessão da alucinógena "Baby's on Fire"), 3 do T. Rex (uma incendiária versão da incendiária "20th Century Boy"), "Satellite of Love" do chatinho Lou Reed; "Gimme Danger" e a já citada "TV Eye" de Iggy, e muitos etcs, em versões originais e/ou regravações à altura - ou ainda mais altas.

Não se deixe levar por minhas palavras, no entanto. O filme chega a ser boring, e meu entusiasmo se deve à trilha sonora formada por puro delicatessen. Para pesquisadores, apreciadores, dinossauros e alucinados, trata-se de uma película obrigatória (com no mínimo algumas cervejas na mochila); mas para quem está satisfeito e acredita que acontece alguma coisa inteligente no panorama musical atual, é preferível se manter na felicidade da ignorância e continuar achando que existe alguma espécie de vida neste limbo povoado por zumbis...

Belíssima dica, Mr. Martinelli.

Saudações at the loudest volume!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Herzeleid

Finalmente comprei HERZELEID (1995), o primeiro disco do RAMMSTEIN e que era o único que me faltava.

Trata-se do disco conhecido nos meios metaleiros como "o disco da capa gay". Como todos os demais álbuns da Banda, é uma verdadeira, completa e acabada obra-prima. Um pouco mais 'rough' do que os demais, mais primitivo, mas já carregado de guitarras inebriantes, riffs irresistíveis e uma genial "colcha de teclados" que permeia os quase 50 minutos de revesamento entre o Progressivo ultra bem-feito e O Melhor Metal do Planeta.

Todos os discos do RAMMSTEIN têm 11 músicas, e nenhuma delas termina "fading out". É raríssimo uma Banda que TODOS os discos sejam bons de ponta a ponta - mas neste presente caso são excepcionais de ponta a ponta. Recomendo sem reservas a aquisição de toda a obra - à exceção, talvez, de ROSENROT que é um disco de sobras do REISE REISE (embora "Benzin" e "Te Quiero Puta" sejam sensacionais!).

Du Riechst So Gut!

(fev/2011)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cheese’n’shake

É muito fácil encontrar a mim ou aos Amigos paulistanos depois de um show de Rock: temos o ritual do cheese’n’shake, que inclui um robusto megacheeseburger (habitualmente com salada, bacon, maionese ou cebola, ou então com salada e bacon e maionese e cebola) e um milk-shake de 900ml por cabeça, fora as cocas, fritas, etc. E não, ninguém divide nada!

Já deixou de ser uma tradição, e se tornou um ritual. São Paulo é pródiga em hamburguerias, e se o hábito (“what were once vices are now only habits”) iniciou no JOAKIN’S, hoje temos aqueles que preferem o FIFTIES (meu caso), o NEW DOG, o STOP DOG e outros menos cotados. Por exemplo, após os dois shows do RAMMSTEIN no final de 2010 nos esbaldamos no PIBUS da JK tão-somente por questões práticas.

A melhor história é contada por Fabio Martin, fã ardoroso e incondicional do JOAKIN’S – a ponto de achar que a melhor coisa de minha casa é situar-se na zona de entrega deles. Martin foi lá com um Amigo após um show, e perguntou ao Garçom:
- “Vocês dividem milk-shake de 900ml?”
- “Sim”, respondeu o Garçom.
- “Ótimo! Então vê TRÊS pra gente, por favor!...”

(fev/2011)